Publicado em: «El Mason Aprendiz» em 26.Fev.2012
por Mauricio. J. Campos
Adjuntamos esta plancha leída en Tenida ordinaria por el H.•. José Méndez Sastre desde México. Se refiere al dictamen de la Ley persecutoria contra la Masonería española de 1940.
Notable documento de la época reproducido en 1950 por la revista Verbum, editada por el Gran Oriente Federal Argentino (G.•. O.•. F.•. A.•.), Obediencia adogmática y liberal argentina en la cual encontraron cobijo los exiliados republicanos y masones españoles perseguidos.
Decía la redacción de Verbum:
"Este interesante trabajo que publicamos a continuación fue escrito en 1940, cuando se promulgó la disposición principal del tirano Franco contra la Masonería Española.
No obstante el tiempo transcurrido no ha perdido actualidad, sino que, por el contrario, la mantiene. Las noticias que se reciben de España acusan un cruel recrudecimiento de las persecuciones de nuestros hermanos que viven bajo la férula del odiado franquismo".
Mauricio J. Campos
março 29, 2012
março 25, 2012
O “Compagnonnage” e o nascimento do Sindicalismo
Foi a partir do século XII mas, essencialmente, no decurso dos séculos XV e XVI que se assistiu ao despontar do “Compagnonnage du Tour” em França. A par com a sua acção de defesa dos interesses dos operários, ele afrontou as corporações dos mestres.
Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos.
Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.
É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”. Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o Compagnonnage desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica.
Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.
No século XVIII, existiam duas categorias de companheiros: os companheiros do “Dever”, o rito de Jacques e de Soubise, essencialmente ligados à religião católica, e os que eram qualificados como “ não do Dever”, agrupando numa larga maioria os companheiros protestantes.
As diversas sociedades de companheiros adquiriram um grande poder, podendo impedir a contratação e a colocação de qualquer operário, o que constituía um grave risco para a economia de uma cidade.
Foi, então, que proliferaram as interdições do poder civil que não conseguem atingir, apesar de tudo, toda a extensão dos seus efectivos.
Apesar dos regulamentos e das disposições que lhes proibiam o abandono do seu mestre sem o acordo deste e o poderem circular livremente, os operários do artesanato que pretendiam instruir-se no seu ofício e melhorar os seus salários, organizaram-se clandestinamente.
É nessa época que nasceram os primeiros companheiros pertencendo a uma sociedade conhecida pelo nome de “Dever”. Desafiando as poderosas corporações e. por via disso, o reino da França, o Compagnonnage desencadeou a permanente hostilidade da Igreja Católica.
Praticar certas cerimónias durante a recepção de novos membros, ter sinais e palavras de reconhecimento, a presença de um ritual, de um simbolismo, de um segredo do ofício, tudo contribuiu para suscitar uma permanente desconfiança no seio da Igreja.
No século XVIII, existiam duas categorias de companheiros: os companheiros do “Dever”, o rito de Jacques e de Soubise, essencialmente ligados à religião católica, e os que eram qualificados como “ não do Dever”, agrupando numa larga maioria os companheiros protestantes.
As diversas sociedades de companheiros adquiriram um grande poder, podendo impedir a contratação e a colocação de qualquer operário, o que constituía um grave risco para a economia de uma cidade.
março 21, 2012
A Corda
Objecto do dia a dia, a corda é um entrançado de cabos de maior ou menor diâmetro que, habitualmente, não nos chama a atenção. Utilizamo-la com frequência para atar e prender e nesse sentido é um elemento que restringe a liberdade; mas utilizamo-la também para unir e ligar, para tornar uno o que está separado e, nesse sentido, é um elemento de criação, de crescimento e de liberdade.
Foi neste sentido que o Homem primeiramente a utilizou: para caçar alimento (prender), para confeccionar as suas roupas (ligar), para se deslocar de árvore em árvore (transcender-se ?). Mas certamente que não passou despercebido ao xamane ou ao feiticeiro o valor do objecto como símbolo da união entre os elementos da tribo, da integridade física (o fio que mantém os orgãos no lugar) ou associado ao nascimento (cordão umbilical) ou ao renascimento: a corda ou o fio que nos liga ao além, ao desconhecido, a uma outra vida, ao divino.
A importância celeste ou cósmica da Corda foi particularmente relevante para os egípcios e gregos, que a ela recorrem para descrever o céu e as constelações, sendo o elemento que manteria os planetas a circular no céu e conferiria unidade ao universo (a Corda de Ouro de Zeus). As trança da deusa egipcia Hathor simbolizam a tecitura ordenada do universo mas para Platão, a Luz seria uma Corda luminosa que o rodeava.
março 20, 2012
Isaac Newton
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Isaac Newton (Woolsthorpe, 4 de Janeiro de 1643 - Londres, 31 de Março de 1727), cientista. Foi um dos criadores, com Leibniz, do Cálculo Diferencial e Integral. Descobriu também várias leis da Mecânica, como as actualmente conhecidas Lei Fundamental da Dinâmica e Teoria da Gravitação Universal. Para ele, a função da ciência era a de descobrir leis universais e enunciá-las de forma precisa e racional.
Newton estudou no Trinity College de Cambridge, tendo-se graduado em 1665. Um dos principais precursores do Iluminismo, o seu trabalho científico sofreu forte influência de seu professor e orientador Barrow desde 1663, e de Schooten, Viète, John Wallis, Descartes, dos trabalhos de Fermat sobre retas tangentes à curvas, Cavallieri, das concepções de Galileu e, finalmente, de Kepler.
março 18, 2012
O Simbolismo das Viagens na Elevação a Companheiro
Oswald Wirth, destacado autor maç:. da primeira metade do Século XX, salienta:
“Para ser admitido à Aprendizagem é necessário mostrar aptidões, para passar a Companheiro é necessário, adicionalmente, ter efectuado prova de aplicação, de zelo e de ardor no trabalho,.... com o objectivo de se dominar e conheçer interiormente, por forma a sentir-se disponivel para a nova tarefa, o trabalho efectivo para o qual será chamado, ao serviço da colectividade à qual se devota”.
I - Preâmbulo
Ao receber a LUZ, o Aprendiz comprometeu-se com as Leis da Maç.’. em geral e do G.’.O.’.L.’. em particular, a amar os seus irmãos e a resguardar-se dos profanos. Elevado a Companheiro, não poderá limitar-se a renovar o juramento efectuado no primeiro grau, uma vez que se deve exigir a um Maç.’. instruido o que não se pode exigir a um iniciado.
O Companheiro deverá redobrar a discrição, tentando colocar-se sempre ao nivel dos que estão menos avançados, pois a sua Força reside na concretização de um único objectivo – o de se instruir para constituir um verdadeiro Iniciado, de molde a consagrar todo a seu espirito e acção à Obra da Maçonaria.
É nossa convicção que não basta possuir um grau maçónico decorrente unicamente da sua recepção ritualística, já que os ritos iniciáticos têm básicamente o papel de traçar um programa de aprendizagem. Compete ao Maçon concretizar esta aprendizagem, fazendo o caminho individualmente quer pelo seu trabalho, assiduidade e aprendizagem em Loj.’. quer pelo estudo adicional e também pela aplicação consequente ao mundo profano.
“Para ser admitido à Aprendizagem é necessário mostrar aptidões, para passar a Companheiro é necessário, adicionalmente, ter efectuado prova de aplicação, de zelo e de ardor no trabalho,.... com o objectivo de se dominar e conheçer interiormente, por forma a sentir-se disponivel para a nova tarefa, o trabalho efectivo para o qual será chamado, ao serviço da colectividade à qual se devota”.
I - Preâmbulo
Ao receber a LUZ, o Aprendiz comprometeu-se com as Leis da Maç.’. em geral e do G.’.O.’.L.’. em particular, a amar os seus irmãos e a resguardar-se dos profanos. Elevado a Companheiro, não poderá limitar-se a renovar o juramento efectuado no primeiro grau, uma vez que se deve exigir a um Maç.’. instruido o que não se pode exigir a um iniciado.
O Companheiro deverá redobrar a discrição, tentando colocar-se sempre ao nivel dos que estão menos avançados, pois a sua Força reside na concretização de um único objectivo – o de se instruir para constituir um verdadeiro Iniciado, de molde a consagrar todo a seu espirito e acção à Obra da Maçonaria.
É nossa convicção que não basta possuir um grau maçónico decorrente unicamente da sua recepção ritualística, já que os ritos iniciáticos têm básicamente o papel de traçar um programa de aprendizagem. Compete ao Maçon concretizar esta aprendizagem, fazendo o caminho individualmente quer pelo seu trabalho, assiduidade e aprendizagem em Loj.’. quer pelo estudo adicional e também pela aplicação consequente ao mundo profano.
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Temas de Companheiro
março 16, 2012
A Maçonaria é uma Religião??
Não são poucas as pessoas que consideram a organização maçónica como um fenómeno religioso, definindo o termo "fenómeno" segundo a filososofia de Emmanuel Kant, como o que é objecto da experiência sensorial. Ou seja, interpretam as práticas maçônicas como religiosas. É assim mesmo ou será uma ilusão influenciada pelo preconceito e ignorância?
Para encontrar uma resposta que consiga levantar o véu do preconceito e derramar luz na escuridão da ignorância, é necessário entender do que fala quando se afirma "é uma religião." A noção é tão vasta e tão heterogénea que é impraticável defini-la numa nota, para que seja entendida de forma totalmente satisfatória. No entanto, algumas idéias podem desencadear a chispade pesquisa do leitor, para continuar a ler outras a este respeito.
De todos os cantos do mundo e em todas as áreas, somos sujeitos a anos de bombardeamento com propaganda teológica, de tal modo que conheço pessoas que, de tão feridas que foram, não conseguem compreender plenamente a vida sem os ditames de uma religião particular. Para fornecer um bálsamo, seria uma boa acção definir o que é uma religião, para então comparar as características obtidas, com as práticas maçónicas e lograr responder à questão colocada no título deste trabalho.
Segundo Emile Durkheim, um dos fundadores da moderna sociologia, em «As Formas Elementares da Vida Religiosa» «uma religião é um sistema integral de crenças e práticas relativas a coisas sagradas; isto é, separadas ou proibidas, crenças e práticas que reunem numa mesma comunidade moral todos os que aderem a elas " . Esta definição centrada nas noções de sagrado e comunidade oferece o mais amplo sentido, sociológico ou etnológico da palavra religião.
Para encontrar uma resposta que consiga levantar o véu do preconceito e derramar luz na escuridão da ignorância, é necessário entender do que fala quando se afirma "é uma religião." A noção é tão vasta e tão heterogénea que é impraticável defini-la numa nota, para que seja entendida de forma totalmente satisfatória. No entanto, algumas idéias podem desencadear a chispade pesquisa do leitor, para continuar a ler outras a este respeito.
De todos os cantos do mundo e em todas as áreas, somos sujeitos a anos de bombardeamento com propaganda teológica, de tal modo que conheço pessoas que, de tão feridas que foram, não conseguem compreender plenamente a vida sem os ditames de uma religião particular. Para fornecer um bálsamo, seria uma boa acção definir o que é uma religião, para então comparar as características obtidas, com as práticas maçónicas e lograr responder à questão colocada no título deste trabalho.Segundo Emile Durkheim, um dos fundadores da moderna sociologia, em «As Formas Elementares da Vida Religiosa» «uma religião é um sistema integral de crenças e práticas relativas a coisas sagradas; isto é, separadas ou proibidas, crenças e práticas que reunem numa mesma comunidade moral todos os que aderem a elas " . Esta definição centrada nas noções de sagrado e comunidade oferece o mais amplo sentido, sociológico ou etnológico da palavra religião.
março 15, 2012
Doutrina Geral de Martinez de Pasqually
Como todo o Esoterismo, a doutrina Martinista, tal como foi definida por Martinez de Pasqually no seu “Tratado de Reintegração dos Seres”, necessariamente recorre ao Esoterismo para exprimir verdades metafísicas, que é pouco perceptível e pouco exprimível por sua natureza. É assim que ela está integralmente vinculada à tradição Ocidental, e mais particularmente à cristã.
Símbolo dos Elu-Cohen
Em relação ao problema da Causa Primeira (Deus), o Martinismo torna suas as conclusões a que chegaram os teólogos cristãos e os cabalistas hebreus, ao menos quanto aos princípios sobre os quais as diversas escolas estão sempre em acordo: o ternário divino, “pessoas divinas”, emanação, e etc…
Relativamente ao restante, é particularmente gnóstico - se bem que o que é apresentado nesta tese tem uma conotação diferente das escolas associadas a esse nome - porque coloca em princípio a igual necessidade do Conhecimento e da Fé, e o facto de que a graça deve, para actuar efectivamente, ser completada pela acção inteligente, compreensiva e livre do homem.
É por estes motivos que Martinez de Pasqually apresenta o esoterismo de sua escola sob o aspecto da tradição judaico-cristã. A lenda, que teve o Mestre muito certamente como autor, decorre de documentos tradicionais de propriedade de sua família desde que um avô, membro de um tribunal de Inquisição, os obteve de heréticos árabes ou judeus na Espanha. Esses documentos eram constituídos por manuscritos latinos, cópias dos originais árabes, derivados de clavículas hebraicas.
O que quer que seja, eis aqui um resumo do “Tratado de Reintegração dos Seres”, obra tão rara quanto obscura para quem não está familiarizado com as tradições gerais que a têm inspirado.
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março 14, 2012
Newton e o Conhecimento Científico

Isaac Newton tem sido considerado, muito justamente, uma das figuras mais importantes da
história da humanidade. Foi simultaneamente matemático, astrónomo, físico e alquimista, mas foram os seus trabalhos em mecânica clássica nomeadamente, a teoria gravitacional, as leis do movimento e os trabalhos sobre óptica que o tornaram famoso.
Nasceu em Woolsthorpe, Lincolnshire, Inglaterra em Janeiro de 1643 e nunca conheceu o pai, que morreu antes de ele ter nascido. Criado como um orfão, foi educado por um tio, no sentido de poder entrar na universidade. Ingressou assim no Trinity College de Cambridge como “trabalhador-estudante”. Na sua formação contactou com as obras dos grandes clássicos da antiguidade mas estudou também Galileu.
Kepler, Descartes, Locke, Hobbes e Boyle, entre outros. Em 1669 ocupou a Cátedra Lucasiana.
A sua obra mais conhecida, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, ou simplesmente Principia, demonstra que os fenómenos da natureza ocorrem de acordo com certas leis bem definidas que foram consideradas inquestionáveis até ao surgimento da teoria da relatividade.
Na verdade, ainda hoje são utilizadas como boas aproximações para a resolução de problemas em trabalhos de engenharia que requerem menos sofisticação.Tendo sido, sem sombra de dúvida, uma figura ímpar da humanidade, protagonizou a mais significativa revolução científica de todos os tempos e foi um dos pais fundadores do moderno método científico.
março 13, 2012
A Maçonaria e o Século XXI
A forma de fazer Maçonaria no século em que recentemente entrámos não será certamente a mesma que foi praticada nos séculos anteriores, principalmente desde o primeiro quartel do século XVIII.
Em cada um houve alterações e adaptações às realidades sociais da época em vivência, sem as quais a Maçonaria não teria sobrevivido.
Com a responsabilidade social que todos lhe reconhecem, sejam adeptos ou opositores, a Maçonaria criou um espaço próprio gerador de uma auréola transmissora de certeza na capacidade de resolução de situações sociais difíceis.
Isto constitui para nós uma séria responsabilidade que teremos de honrar.
No entanto a Maçonaria sempre suscitou, na sociedade profana, múltiplas interrogações, expressas de diferentes formas, mas todas elas com um denominador comum, que é o de se colocar em dúvida a justeza da existência de uma sociedade discreta (ou secreta, como outros preferem) numa sociedade civil democrática como a nossa.É frequente colocar-se a questão de se após a democratização do país justificar-se a existência de uma estrutura filosófica, iniciática, e discreta (secreta), com os seus ritos, segredos e comportamentos. É evidente que a resposta só pode ser afirmativa. Sem o respeito e a salvaguarda dos ritos, segredos, tradições e cultura maçónica a Maçonaria deixava pura e simplesmente de existir.
março 12, 2012
A Sociedade em Rede e o papel da Maçonaria
Em primeiro lugar esperamos que nos tolerem a ousadia de tentar uma análise dum tema tão vasto no mundo profano, mas todavia cada vez mais importante e relativamente pouco tratado nos trabalhos de âmbito macónico. A oportunidade que a convocação do XIII Congresso da nossa Aug:. Ord:. oferece, pareceu-nos apropriada para colocar algumas questões sobre este tema.A Maç:. é frequentemente tratada no mundo profano como sendo uma organização secreta (ou quase), fechada no mínimo, regendo-se por rituais condiderados ultrapassados e sem sentido e cujo futuro, numa sociedade cada vez mais globalizada, essencialmente suportada nas Tecnologias de Informação (nem sempre ao serviço das mais nobres causas....) estará cada vez mais ameaçado, levando à sua «previsivel» decadencia e /ou extinção.
Como Maçons e a par das reais ameaças que impedem sobre quem, sem abdicar dos principios, persiste em adapatar-se às novas realidades sócio-tecnológicas que condicionam (ou mesmo formatam) a evolução social, não se nos afiguram correctas aquelas «visões» profanas, pelos argumentos que passaremos a expor.Que relacionamento sustentado poderá existir entre a Sociedade de Informação / Sociedade em Rede e a Maçonaria, que não comprometa o desenvolvimento desta e que vantagens (ou ameaças) poderá representar para a correcta divulgação dos ideiais e prática macónicos???
março 11, 2012
O Avental
O Avental é o elemento distintivo da Maçonaria por excelência e é considerado, por essa razão, a peça mais importante do traje maçónico. Teve a sua origem na Maçonaria operativa e é o único sinal externo com origem nesse período.
Entre todos os símbolos com que nos deparamos em Loja, o Avental destaca-se entre os demais, pois está sempre junto de nós significando que o Maçom deve estar constantemente trabalhando em prol da humanidade e do seu desenvolvimento pessoal.
Constitui um simbolismo muito importante da Maçonaria, de tal modo que não se pode entrar em Loja sem o ter vestido e só pode ser retirado após encerrada a sessão, já fora do recinto de trabalho.
A História e a Bíblia fazem referências múltiplas ao uso de aventais em complemento de vestes cerimoniais e em rituais realizados por exemplo, por sacerdotes hebreus.
Na Maçonaria operativa, o avental era uma peça importante de vestuário profissional e de protecção individual, constituindo uma barreira eficaz para o trabalhador que moldava a pedra, transformando a pedra bruta numa obra de arte.
março 10, 2012
O Rito da Perfeição
Alguns autores suscitaram, em diversos momentos, dúvidas quanto à existência deste rito e outros pretenderam fazer crer que os chamados graus escoceses tinham uma origem inglesa.
No entanto, a existência do Rito da Perfeição, enquanto rito organizado com os seus rituais e instâncias dirigentes, está largamente provado e assenta em factos historicamente documentados.
Este rito desenvolveu-se sobretudo no chamado “Novo Mundo” e, segundo alguns autores, não atingiu a Europa antes de evoluir para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Na origem deste rito estão 2 homens que consagraram as suas vidas inteiramente à Maçonaria e que foram quase ignorados ao longo dos séculos XIX e XX: Etienne Morin e Henry Andrew Francken.
Um dos méritos que lhes é reconhecido foi de terem ordenado um conjunto confuso de graus e de, a partir daí, terem constituído um rito, ou seja, uma sequência coerente de rituais colocados em prática no seio de um conjunto hierarquizado de oficinas, dotado de regulamentos, permitindo o seu funcionamento harmonioso e dirigido por deputados-inspectores.Deste trabalho sistematizado resultou, em termos decisivos, aquilo que é o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Etiénne Morin
Não existe nenhum documento conclusivo que permita atestar a data e o local do seu nascimento, embora surjam indícios de que tenha nascido por volta de 1717, em S. Domingos, e com “algum sangue negro nas suas veias”.
Segundo Paul Naudon, terá nascido em Nova Iorque oriundo de emigrantes franceses, mas existem outros autores que consideram ter nascido em S. Domingos ou na Martinica.
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