Alguns autores suscitaram, em diversos momentos, dúvidas quanto à existência deste rito e outros pretenderam fazer crer que os chamados graus escoceses tinham uma origem inglesa.
No entanto, a existência do Rito da Perfeição, enquanto rito organizado com os seus rituais e instâncias dirigentes, está largamente provado e assenta em factos historicamente documentados.
Este rito desenvolveu-se sobretudo no chamado “Novo Mundo” e, segundo alguns autores, não atingiu a Europa antes de evoluir para o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Na origem deste rito estão 2 homens que consagraram as suas vidas inteiramente à Maçonaria e que foram quase ignorados ao longo dos séculos XIX e XX: Etienne Morin e Henry Andrew Francken.
Um dos méritos que lhes é reconhecido foi de terem ordenado um conjunto confuso de graus e de, a partir daí, terem constituído um rito, ou seja, uma sequência coerente de rituais colocados em prática no seio de um conjunto hierarquizado de oficinas, dotado de regulamentos, permitindo o seu funcionamento harmonioso e dirigido por deputados-inspectores.Deste trabalho sistematizado resultou, em termos decisivos, aquilo que é o Rito Escocês Antigo e Aceito.
Etiénne Morin
Não existe nenhum documento conclusivo que permita atestar a data e o local do seu nascimento, embora surjam indícios de que tenha nascido por volta de 1717, em S. Domingos, e com “algum sangue negro nas suas veias”.
Segundo Paul Naudon, terá nascido em Nova Iorque oriundo de emigrantes franceses, mas existem outros autores que consideram ter nascido em S. Domingos ou na Martinica.












