março 08, 2012

A Origem Francesa do REAA

O escocismo nasceu na França, como Maçonaria stuartista, sendo, na realidade, a primeira manifestação maçônica em território francês. Quando, em 1649, o rei Carlos I (da dinastia dos Stuarts, de origem escocesa) foi decapitado, após a vitória da revolta puritana de Oliver Cromwell, sua viúva, Henriqueta de França, aceitou asilo em território francês, em Saint Germain, para onde foi, acompanhada de todo o seu séquito, onde já existiam numerosos maçons aceitos.

Onze anos depois, seria restaurado o trono stuartista na Inglaterra. Alec Mellor fala em origem jacobita do Rito Escocês, pelo fato de existirem Lojas militares, formadas pelos regimentos fiéis aos Stuarts, ou seja, regimentos irlandeses e escoceses, totalmente jacobitas e, em sua maioria, católicos. Jacobita foi o nome dado, na Inglaterra, após a revolução de 1688, quando houve nova queda de um Stuart (Jaime II), aos partidários da dinastia.

Paul Naudon informa que, em 1661, às vésperas de subir ao trono inglês, Carlos II criou, em Saint Germain, um regimento com o título de Real Irlandês, que, depois, seria alterado para Guardas Irlandeses. Esse regimento, seguindo os Stuarts, foi incluído na capitulação de 1688, desembarcando em Brest, a 9 de outubro de 1689, e permanecendo, até 1698, fora dos quadros militares franceses, quando foi incorporado ao exército francês. 

março 07, 2012

A Maçonaria em Portugal

Introdução
Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral. A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.

Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. É antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.

Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos (com influências directa nos rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito).

Não há qualquer dúvida que a Maçonaria Moderna nasce em 1717 quando o reverendo Anderson é encarregado de elaborar as regras de comportamento da nova Ordem Maçónica. Mas, como se sabe, antes disto, ela existia e com implantação forte, na sociedade britânica.

Era constituída por maçons operativos, isto é, aqueles que praticavam uma profissão e que a defendiam já com determinados métodos, regras e rituais. São os chamados Maçons Antigos. Mais tarde permitiram a iniciação de alguns homens, que pela sua riqueza material ou intelectual entenderam serem dignos da admissão naquela que era uma sociedade rigorosamente fechada. Foram os Maçons Aceitos.

março 05, 2012

O Quadrivium


Decorrendo do Trivium, a Aritmética, a Geometria, a Astronomia levam ao aprofundamento do conhecimento dos números, da Terra, do Céu, e completam-se com a Arte das Nove Musas, a Música.

    1- A Aritmética

A Aritmética ensina a virtude dos números. Mais do que a arte de calcular graças às quatro operações básicas, é essencialmente a ciência dos números, das relações e das proporções, a aritmologia. A primeira serve-se dos números e dá-lhe o seu valor real de quantidade; a segunda aborda preferencialmente o seu valor simbólico, a qualidade, o seu carácter secreto, desde a unidade até ao número.

O número é considerado o guia, a existência de cada coisa, faz parte dela, mas não é um ser. A virtude dos seres não existe no número; mas o número deriva da natureza dos seres. Será necessário distinguir o ser, o seu número, a sua acção, a sua operação, nas sua três regiões: divina, espiritual e natural.

março 04, 2012

GodF – Breve História da Maçonaria


Les Maçons au Moyen-âge.
Les registres des municipalités l’attestent, le Moyen-âge connut beaucoup de sociétés professionnelles. Marchands et artisans se réunissaient dans des confréries ou des corporations chargées de gérer les intérêts du métier : formation, embauche, attribution des chantiers…

Mais à cette époque le travail quotidien de chacun s’inscrit dans une vision du monde profondément imprégnée de sacré. Aussi ces organisations de métier ne se limitent pas à gérer les problèmes techniques mais prennent en charge tout un pan de la vie de leurs membres de la solidarité à la spiritualité.

Les Anciens Devoirs – les statuts des Maçons médiévaux – présentent, à coté de différentes dispositions réglementaires, une histoire mythique et édifiante du métier. Ainsi la Maçonnerie, fille de la Géométrie, a été fondée par Euclide en Egypte et diffusée en Europe par Pythagore ! En méditant ce récit des origines le maçon médiéval inscrit son labeur journalier dans le combat séculaire des forces de la Lumière contre les forces des Ténèbres.

Au XVII° siècle, en Ecosse, quelques loges vont accepter des membres étrangers au métier. Ces maçons acceptés sont à l’origine de la Franc-maçonnerie spéculative moderne. Cette entrée importante d’« acceptés » en quelques années laisse supposer un projet sous-jacent mais, en dépit de nombreuses hypothèses, on ignore lequel.

março 03, 2012

Epítome da História da Maçonaria

O estudo da Maçonaria deve iniciar-se precisamente pela sua História. Só assim o iniciado pode perceber o porquê de muitas situações que ele irá encontrar ao longo da sua carreira maçónica. Hoje, o acesso à documentação maçónica está extraordinariamente simplificado, podendo dizer-se que só não sabe Maçonaria quem não queira perder, ou ganhar, depende do ponto de vista e do interesse individual, algum tempo na investigação e leitura do que sobre esta matéria a internet proporciona.
Mas, para abordar o tema da História da Maçonaria, para a enquadrar em dez ou quinze minutos de discurso temos de fazer um esforço de simplificação, que terá forçosamente de ser complementado pelo trabalho de busca, nas fontes de informação existentes e que referiremos oportunamente. Pois bem, para iniciarmos a nossa conversa sobre a História da Maçonaria comecemos por a dividir em três períodos distintos, ou sejam:
    - A Maçonaria Primitiva ou Pré-Maçonaria;
    -A Maçonaria Operativa, e
    - A Maçonaria Especulativa.


A Maçonaria Primitiva ou Pré-Maçonaria
Este período é de facto e como seria previsível, o mais nebuloso, dando azo às mais diferentes teorias e e conjecturas sobre as raízes da moderna Maçonaria. A falta de documentos e de registos credíveis favorece claramente a especulação, dando origem a várias linhas de pensamento, cada uma com a sua visão particular do processo evolutivo da Maçonaria.

março 02, 2012

O Pavimento Mosaico

O PAVIMENTO MOSAICO

O chão da L:. representa simbolicamente a Terra. É constituído por um pavimento preto e branco formando xadrez, ou por outro tipo de revestimento, estando decorado com um “duplo quadrado” preto e branco, que obedece a proporções definidas. Por isso o rectângulo se designa como quadrado alongado, mas é um duplo quadrado. A este duplo quadrado se chama “Pavimento Mosaico”.

Faz parte da tradição maçónica considerar que o Pavimento Mosaico ornamentava a entrada do pórtico do Templo de Salomão. Este elemento arquitectónico é mítico, pois não se fundamenta em qualquer prova arqueológica ou bíblica. Actualmente, consideramos a sua origem greco-romana, não hebraica. Em Templo, no R:. E:. A:.  A:. representa o Debhir. Por essa razão, não deve ser pisado durante as cerimónias.

Na Confissão de um Maçon  (1727) o Pavimento Mosaico é designado como Pavimento de Esquadria:
P – Quantas Jóias há na sua L:.?
R-  Três: um pavimento de esquadria, uma pedra bruta e uma pedra talhada.
P_ Para que serve um pavimento em esquadria?
R- Ao M:. Maçon para traçar os seus planos no chão.

fevereiro 28, 2012

Nascidos do Sangue

Trata-se de um livro da autoria de um americano, John Robinson, e tem como subtítulo “Os segredos perdidos da Maçonaria”. O autor não é maçon e o seu livro resulta de um intenso trabalho de investigação em torno da revolta camponesa ocorrida em 1381 na Inglaterra.

Um dos mistérios que determinou a realização da investigação foi procurar desvendar a organização que tinha estado por detrás desta revolta que mobilizou centenas de milhares de ingleses e que dirigiu a sua acção violenta contra alvos bem definidos, entre eles a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários de S. João, hoje denominada Cavaleiros de Malta.

Esta curiosidade foi ainda aprofundada pelo facto de após a revolta os seus principais líderes terem confessado estar ao serviço de uma Grande Sociedade. A historiografia oficial, de que a Enciclopédia Britânica faz eco, considerou-a uma revolta “curiosamente espontânea”.

No entanto, Winston Churchill, no seu livro “Birth of Britain”, escreveu que: “Durante o Verão de 1381 houve uma agitação geral. Por trás dela havia a organização. Agentes moviam-se pelas aldeias da Inglaterra central, em contacto com a Grande Sociedade que supostamente se reunia em Londres”.

Há que recordar que os Templários foram suprimidos por decreto do Papa Clemente V e que este decreto estabeleceu também que todas as propriedades desta ordem fossem entregues aos

fevereiro 23, 2012

Valores

“O essencial é invisível aos olhos”
O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Não compete à Maçonaria ensinar a Verdade, mas antes INCITAR, cada um de nós, à busca permanente da Verdade no seu interior.
As regras e códigos morais, pelos quais cada Maçom se guia, têm de resultar de uma permanente busca de valores e de princípios que lhe propiciem um comportamento ético e uma actuação que, permanentemente, o caracterizem como “homem livre e de bons costumes”.

Este sistema de valores e princípios, próprio de cada qual, tem de ser coerente e de uma solidez a toda a prova. O “amanhã” não será o que hoje pensamos que seja: tudo evolui, incluindo as circunstâncias da vida de cada indivíduo, razão pela qual esse sistema terá de estar ancorado numa base universal que a todos une:

Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Tolerância, Verdade e Solidariedade.

Num mundo em que, a par e passo, nos confrontamos com a submissão, a ausência de equidade, a guerra, a mentira, o egoísmo e a intransigência, a afirmação e a prática quotidiana exigem-nos uma enorme força para transmitir, em tudo o que nos rodeia, a nossa crença e a nossa determinação no triunfo do BEM.

Todos vimos, na parede escura, escrito a branco:

fevereiro 20, 2012

O Maçon, a Sociedade e a Informação

Portugal tem cerca de 6.600 jornalistas profissionais, ou seja cerca de de 1 jornalista para 1.500 habitantes.

Entendendo-se por jornalista, e para simplificar, um profissional, devidamente acreditado e em posse da sua carteira profissional.
A profissão de jornalista tem vindo a sofrer uma forte exposição e consequentemente uma verdadeira erosão.

As enxurradas da chamada comunicação, entendida no seu senso mais largo, inundaram a sociedade e, de algum modo, afogam a profissão.

Este verdadeiro dilúvio de comunicação não tem, no entanto, um carácter estruturado e estruturante da informação, tão pouco respeita as regras éticas mais elementares.
Este fluxo de comunicação é possível graças às capacidades incríveis dos novos canais electrónicos de transmissão de dados.

Mas entre comunicação e informação existe um mundo.
É um espaço de conceitos, regras e ética.
Só o jornalista tem a obrigação de respeitar estes três dados, e pode vir a ser responsabilizado civil e penalmente, em caso de falta grave.

Por isso é necessário perguntar:
Assim sendo, quem é o jornalista?


fevereiro 19, 2012

Reflexões sobre o Grau de Companheiro, segundo o R.E.A.A.


A maçonaria é uma sociedade discreta de carácter universal, cujos membros cultivam e promovem os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.

As suas regras são ditadas pela razão e definidas pela Ciência, não se admitem debates acerca da religião, raça ou política. Portanto a maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. 

Entre si os Maçons reconhecem-se por sinais, palavras ou toques que variam conforme o grau.

A Maçonaria tem um princípio criador que denomina por “Grande Arquitecto do Universo”, um conceito que pode acolher diferentes religiões ou crenças. A designação abrangente apareceu pela primeira vez no livro “Exposure Masonry Dissected” de Samuel Prichard, publicado em 24 de Outubro de 1730.

Os Graus na Maçonaria segundo o Rito Escocês Antigo e Aceito é reapresentada por

Três Graus Simbólicos [MAÇONARIA AZUL (1-3)]:
1º Grau – Aprendiz Maçom. (Ap.’. M’.’)
2º Grau – Companheiro Maçom (C.’. M.’.)
3º Grau – Mestre Maçom (M.’. M.’.)

fevereiro 17, 2012

V.I.T.R.I.O.L.

Ce symbole maçonnique est un des plus impénétrables aux oreilles profanes. Il s’agit de l’acide sulfurique, utilisé de nos jours dans plusieurs procédés industriels comme le raffinage du pétrole ou le lessivage des minerais. Les alchimistes du Moyen Age s’en servaient dans leurs entreprises de dissolution de la matière brute afin d’obtenir la pierre philosophale.

La définition communément admise de notre symbole maçonnique est : « Visite l’intérieur de la Terre et en rectifiant tu trouveras la pierre cachée ». Jules Boucher prétend que le voyage à l’intérieur de la terre est une descente vers les profondeurs de l’âme humaine. J’aimerais maintenant m’éloigner de toute interprétation traditionnelle au sein du corpus des auteurs maçonniques et me laisser aller à de libres associations d’idées.

D’abord, et c’est là une constatation des plus simples et orthodoxes, la visite de l’intérieur de la Terre qui est proposée à l’impétrant se rapporte à la première épreuve du rituel d’initiation, l’épreuve de la Terre.  Celle-ci a lieu dans le Cabinet de réflexion. Il s’agit d’un espace exigu et faiblement éclairé par une chandelle. La psychologie des profondeurs nous enseigne qu’un tel espace est une métaphore

fevereiro 14, 2012

1817 - Morrer pela Liberdade

 Depois de tomar Lisboa, Junot é rejeitado pela Maçonaria portuguesa como seu representante, tenta então tornar-se “Rei de Portugal” e governar segundo uma constituição do tipo francês. Por seu lado, Gomes Freire de Andrade integra a Legião Portuguesa que parte ao serviço de Napoleão e da França.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.

Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.

A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.

Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.