Ce symbole maçonnique est un des plus impénétrables aux oreilles profanes. Il s’agit de l’acide sulfurique, utilisé de nos jours dans plusieurs procédés industriels comme le raffinage du pétrole ou le lessivage des minerais. Les alchimistes du Moyen Age s’en servaient dans leurs entreprises de dissolution de la matière brute afin d’obtenir la pierre philosophale.
La définition communément admise de notre symbole maçonnique est : « Visite l’intérieur de la Terre et en rectifiant tu trouveras la pierre cachée ». Jules Boucher prétend que le voyage à l’intérieur de la terre est une descente vers les profondeurs de l’âme humaine. J’aimerais maintenant m’éloigner de toute interprétation traditionnelle au sein du corpus des auteurs maçonniques et me laisser aller à de libres associations d’idées.
D’abord, et c’est là une constatation des plus simples et orthodoxes, la visite de l’intérieur de la Terre qui est proposée à l’impétrant se rapporte à la première épreuve du rituel d’initiation, l’épreuve de la Terre. Celle-ci a lieu dans le Cabinet de réflexion. Il s’agit d’un espace exigu et faiblement éclairé par une chandelle. La psychologie des profondeurs nous enseigne qu’un tel espace est une métaphore
fevereiro 17, 2012
fevereiro 14, 2012
1817 - Morrer pela Liberdade
Depois de tomar Lisboa, Junot é rejeitado pela Maçonaria portuguesa como seu representante, tenta então tornar-se “Rei de Portugal” e governar segundo uma constituição do tipo francês. Por seu lado, Gomes Freire de Andrade integra a Legião Portuguesa que parte ao serviço de Napoleão e da França.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.
Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.
A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.
Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.
Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.
A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.
Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.
fevereiro 13, 2012
Maçonaria e Rosacrucianismo - Uma nova reflexão cruzada
Retomo as reflexões anteriores, tentando promover uma explicação compreensível dos laços que interligam o Rosacrucianismo e a Maçonaria especulativa.
Terminei a minha última prancha, citando alguns versos de um poema anónimo, de origem inglesa, dos princípios do século XVII que nos revela quão profunda e significativa é a proximidade existente:
“Porque somos Irmãos da Rosa-Cruz
Temos a palavra dos freemasons
E temos a dupla visão”.
Robert Fludd, tido como freemason e rosacruciano, na sua obra “A Ordem dos Rosa-Cruz (em 1617)” afirma, “os freemasons e os rosa-cruzes eram um único grupo que, um dia em tempos distantes, se separou para por um lado propagarem ideias filosóficas e filantrópicas e por outro realizarem trabalhos cabalísticos e alquímicos”.
Robert Fludd, considerado como o primeiro rosacruciano de Inglaterra, diz que o nome da ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo, na cruz do Golgota; a mística ideia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para dar à palavra, uma grande força de sedução.
Terminei a minha última prancha, citando alguns versos de um poema anónimo, de origem inglesa, dos princípios do século XVII que nos revela quão profunda e significativa é a proximidade existente:
“Porque somos Irmãos da Rosa-Cruz
Temos a palavra dos freemasons
E temos a dupla visão”.
Robert Fludd, tido como freemason e rosacruciano, na sua obra “A Ordem dos Rosa-Cruz (em 1617)” afirma, “os freemasons e os rosa-cruzes eram um único grupo que, um dia em tempos distantes, se separou para por um lado propagarem ideias filosóficas e filantrópicas e por outro realizarem trabalhos cabalísticos e alquímicos”.
Robert Fludd, considerado como o primeiro rosacruciano de Inglaterra, diz que o nome da ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo, na cruz do Golgota; a mística ideia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para dar à palavra, uma grande força de sedução.
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fevereiro 12, 2012
O Rito das Old Charges
Este rito é conhecido hoje através de um pouco mais de uma centena de textos denominados OLD CHARGES e cuja redacção se estende por um período que vai de 1390 até aos anos que se seguiram à compilação dos Antigos Deveres (A.D.) por James Anderson, sob a forma das Constituições de 1723.
Existem alguns destes textos que são menos conhecidos:
–> Briscoe Pamphlet (1724, versão de A.D. seguida de uma critica das Constituições de 1723.*
–> Constituições de Cole, que incluem um pequeno número de versões de A.D., sendo mais de metade delas datadas do Século XVIII.*
–> Outras são datadas do Século XVI, como o Dowland (cerca de 1550), Grand Lodge nº 1 (1583), e Landsdown nº 98 (segunda metade do secº XVI).*
Quanto aos mais conhecidos, existem aspectos que se torna útil abordar:
O Regius (1390)
Os A.D. foram desde o seu aparecimento em 1390, com o Regius, os textos da franco-maçonaria inglesa que serviam numa loja de maçons operativos para receber, uma vez por ano, um ou mais aprendizes no grau de companheiro.
O conteúdo do Regius tem os seguintes elementos:–> História geográfica do ofício de pedreiro.
–> Lista dos deveres profissionais, incluindo a descrição do juramento maçónico.
–> Martírio dos 4 santos coroados.
–> Dilúvio na época de Noé.
–> Suspensão da construção da Torre de Babel.
–> Elogio das 7 artes liberais.
–> Lista dos deveres morais próprios de todo o cristão.
A principal função de um A.D. era ser lido a um recipiendário no momento da sua admissão em loja,
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fevereiro 10, 2012
Os Jardineiros da Rosa - Os primeiros maçons do rito escocês
Os graus escoceses existiam já antes de 1743, mas eram sobretudo graus isolados ou pequenos sistemas de alguns graus, não constituindo verdadeiros ritos ordenados numa progressão iniciática reflectida.
É óbvio, que desde essa altura até aos nossos dias os rituais foram rescritos, modificados e actualizados. As pesquisas mais recentes sugerem que os rituais ligados aos graus escoceses foram uma elaboração colegial no seio das lojas.
Uma carta de Petit de Boulard refere precisamente este tipo de processo. Independentemente desta base eventual de elaboração colegial, houve contributos e empenhos pessoais que determinaram a decisiva dinamização do subsequente processo mais alargado de participação.
Os autores dos rituais dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram designados por várias referências documentais, nomeadamente a Colecção Sharp, como os Jardineiros da Rosa.
Não se encontram referências pessoais concretas em torno da elaboração e consolidação desses rituais, colocando-se a necessidade de formular algumas pistas que possam ajudar a situar esta pesquisa.
É óbvio, que desde essa altura até aos nossos dias os rituais foram rescritos, modificados e actualizados. As pesquisas mais recentes sugerem que os rituais ligados aos graus escoceses foram uma elaboração colegial no seio das lojas.
Uma carta de Petit de Boulard refere precisamente este tipo de processo. Independentemente desta base eventual de elaboração colegial, houve contributos e empenhos pessoais que determinaram a decisiva dinamização do subsequente processo mais alargado de participação.
Os autores dos rituais dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram designados por várias referências documentais, nomeadamente a Colecção Sharp, como os Jardineiros da Rosa.
Não se encontram referências pessoais concretas em torno da elaboração e consolidação desses rituais, colocando-se a necessidade de formular algumas pistas que possam ajudar a situar esta pesquisa.
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fevereiro 09, 2012
O Simbolismo Maçónico e o Espírito Científico
Isaac Newton é o seu nome, e a sua Obra a primeira dedução que a razão conseguiu dar do Universo em que estamos mergulhados.
Mais do que descrever o trabalho de Newton, julgo que será mais enriquecedor enquadrá-lo numa corda unificadora do tempo, como aquela que envolve todos nós, tentando fazer uma pobre reflexão sobre donde viemos, aonde julgamos que chegámos e para onde caminhamos.
O Universo, em que a Terra representa uma partícula tão pequena quanto um grão de areia numa praia muito, muito extensa, rege-se por um conjunto de mecanismos que os homens sonham algum dia entender.
É a procura do entendimento destes mecanismos que faz com que possamos dizer que há um pensamento antes de Newton e um pensamento após Newton.
De facto, até Newton, desde Euclides, Anaximandro de Estrabão e Aristóteles na antiguidade Clássica, passando por Nicolau Copérnico, Tycho Brae, Galileu Galilei, Joannus Kepler, já durante o Renascimento e o Barroco, todos tentaram deduzir as equações do movimento e da interacção dos corpos, a partir de sistemáticas observações directas.
Para todos eles as leis que deduziam sobre o movimento e interacção dos corpos, eram consequência de, aturadas, observações directas dos eventos. Kepler passou uma vida inteira a caminhar para uma
fevereiro 08, 2012
A Cadeia de União
A cadeia de união é provávelmente, do ponto de vista simbólico, uma das cerimónias que mais directamente apelam à fraternidade maçónica, sendo seguramente um dos actos mais significativos da dedicação que trazemos ao nosso compromisso com os sublimes princípios assumidos: «Liberdade, Igualdade, Fraternidade».
Segundo Jean-Pierre Bayard (4), só se deverá desenrolar num ambiente tradicional e numa atmosfera particular, na ausencia dos quais restará sem valor. A primeira descrição conhecida da cadeia de união está contida no Manuscrito de Edimburgo, datado de 1696. Trata-se dum gesto ritual que traduz uma relação activa entre todos os elementos duma loja, segundo determindas regras, tendo como objectivo transmitir a palavra de mestre.
Boucher (3) refere que a cadeia de união é um ritual que encontramos, por sua vez, quer no Compagnonnnage quer na Maçonaria e que nos chega proveniente da maçonaria operativa, reencontrando--a no compagnonnage, sob a designação de «cadeia de aliança». Consiste na formação de um círculo, uma cadeia, dando-se mutúamente as mãos, após prévio cruzamento dos braços. Cada novo iniciado é convidado, desde a sua admissão, a constituir um elo nesta cadeia. A recente (e excelente) obra do nosso Ir. José. Adelino Maltez (1), refere na entrada correspondente à «Cadeia de União»:
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fevereiro 07, 2012
O Rito da Palavra de Maçom
A expressão “Palavra de Maçon” (Mason Word) designa, numa pequena vintena de textos escoceses e ingleses do século XVII e em cerca de uma dúzia de textos do século XVIII, um rito maçónico de recepção que consistia em receber em loja um novo maçon com um aperto de mão durante o qual lhe comunicavam oralmente o nome das 2 colunas, Jachim e Boaz, do Templo de Salomão.
O desaparecimento progressivo das antigas lojas operativas determinou que o Rito da Palavra de Maçon tenha conseguido difundir-se rapidamente para substituir o Rito dos Antigos Deveres (Old Charges).
O conteúdo operativo deste último rito já não se adaptava aos maçons especulativos.
Importa lembrar que o Rito dos Antigos Deveres era um antigo rito operativo e de influência anglicana que consistia na recepção de um novo maçon em loja, onde lhe eram lidos os antigos deveres e sobre os quais o recipiendário jurava que os respeitaria.Referir, desde já, que o Rito dos Antigos Deveres não comportava nem palavras nem sinais secretos.
De 1637 a 1652 os testemunhos históricos são unânimes em situar a existência do Rito da Palavra de Maçon na Escócia.
A título de exemplos: o poeta Henry Adanson, em 1638, referiu numa das suas obras (Thrénodie des Muses) que este rito surgiu em Kilwinning e depois em Perth entre 1628 e 1637 , que eram 2 cidades escocesas de elevada influência calvinista no século XVI; em 1653, Sir Thomas Urquhart de Cromarty afirmou na sua obra “Logopandecteision” que a Palavra de Maçon servia para fazer um maçon; em 1663, o reverendo William Guthrie, num dos seus sermões, qualificou-a de sinal; o
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fevereiro 06, 2012
O Futuro: que Liberdade?
No séc. XX, três acontecimentos transformaram completamente a Humanidade, invadiram a intimidade individual e reduziram o espaço de liberdade pessoal.
1- A utilização generalizada das ondas electromagnéticas.
2- A invenção do computador.
3- A sua utilização em rede.
Estes elementos empurraram as sociedades evoluídas para uma corrida vertiginosa contra o tempo.
Como tudo acelerou, o tempo pareceu diminuir, contraiu-se em proporções fantásticas.
Ora, essa mudança teve consequências importantíssimas na organização das sociedades e também no relacionamento dos cidadãos com elas.
Uma das questões colocadas é a sobrevivência da individualidade no seio de uma sociedade híper organizada.
Mas esta contracção do tempo durante o século XX não foi a primeira. Outras já tinham acontecido.
Já agora vale a pena fazer um pequeno parêntesis para, digamos, mudar de onda…
O outro grande salto na contracção do tempo, foi dado por Portugal graças às grandes viagens durante o chamado período das descobertas.
As novas rotas marítimas estimularam o comércio, foram indutoras de conhecimento nos dois sentidos, mas o mais importante não foi isso. Mais importante que o próprio comércio foi a redução de tempo de viagem. Uma viagem à China em vez de levar anos, passou a levar meses.
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fevereiro 04, 2012
Desbastar a Pedra Bruta – Simbologia do Trabalho de Aprendiz

Pela sua clareza lapidar, tomo a liberdade de transcrever uma citação de Rizzardo da Camiño, relativa ao tema:
«A pedra bruta, ou in natura, é o aprendiz, depois de concluída a sua Iniciação; antes disso, o maçom não é Pedra, mas “terra solta”, que toma forma segundo as conveniências da vida. O evento principal e inicial, na Pedra, será o seu “desbastamento”, ou seja, a retirada do que é “supérfluo”, a saber: vaidade, prepotência, presunção, intolerância, egoísmo, enfim tudo o que não for catalogado como “virtude”.
O trabalho que a Maçonaria exerce “sobre” o aprendiz, será a retirada das arestas, com o pleno consentimento e colaboração do próprio “desbastado”. Não há, propriamente, um “autodesbastamento”, porque o trabalho é dos mais árduos e deve ser orientado»
- «O Companheirismo Maçónico» - Rizzardo da Camiño:
Quando esta venerável Loja me permitiu o acesso à Luz, nesse momento inesquecível da Iniciação, tive a certeza que os percursos iniciáticos seriam o início duma caminhada de aperfeiçoamento interior muito particular. Na minha primeira visualização do Templo, embora encadeado pelos reflexos da Luz que ofuscava e com o entusiasmo e emoção dum recem chegado, não esqueci a reflexão efectuada na câmara escura, em que um marco se evidenciou como referencial do meu “deslumbramento” ainda profano: a Pedra Bruta.
A simbolologia que encerra - desbastar a pedra bruta – pareceu-me traduzir o essencial daquilo que será o precurso de um Aprendiz Maçon e por isso resolvi partilhar convosco, nesta prancha, algumas reflexões que tenho vindo a interiorizar e a coligir sobre o profundo significado que esta simbologia encerra. A PEDRA, O HOMEM E A ARTE DE A TRABALHAR
A pedra acompanha o homem desde os tempos mais remotos, constituindo-se sucessivamente como arma, projéctil, ferramenta, matéria prima, objecto de contemplação, entre outros. A importância da pedra e as diversas simbologias que encerra, podem ser observadas desde as enormes esculturas na Ilha de Páscoa, passando pelo Stonehenge (em Inglaterra), pelas pirâmides (no Egipto), até às monumentais catedrais medievais, nos seus diversos estilos.
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fevereiro 02, 2012
A METAMORFOSE - da Morte à Vida, o Estádio e o Ser
Sento-me humildemente perante Vós para partilhar o que do meu âmago sinto, hoje, que sou M:., o estádio em que me encontro e o ser que me sinto.
Ignorante morri, ignorante nasci.
Com a morte simbólica e iniciática, foi-me concedido o ingresso numa nova vida, renasci interiormente e transmutei o meu íntimo, o meu verdadeiro ser.
Não tenho dúvidas, foi uma inevitabilidade, foi o caminho para uma nova oportunidade.
Morrer é fundamental no processo de iniciação maçónica. Representa um ritual de passagem do mundo profano ao mundo maçónico.
Reflectir sobre a morte é reflectir sobre a vida.
Na câmara de reflexões isolei-me do mundo, fiz a introspecção necessária, conheci-me a mim mesmo. Conforme diz Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”, isto é, “torna-te consciente da tua ignorância”.
“Visita o interior da Terra e, rectificando, encontrarás a Pedra Oculta”. Conforme refere Jules Boucher “trata-se de um convite à procura do Ego profundo, que nada mais é do que a própria alma humana, no silêncio e na meditação” .
fevereiro 01, 2012
Ser Companheiro
Sendo a palavra Companheiro de origem latina, o significado que lhe é atribuído tem provocado controvérsias quanto à sua origem etimológica. Sendo diversas as teorias sobre o seu significado composto, não pretendo aqui apresentá-las. Tão somente, revelar a minha predilecta.
Segundo uma das teorias, o termo “Companheiro” é derivado da expressão cum panis, onde cum reporta à preposição com e panis é o substantivo masculino de pão, o que lhe dá o significado de participantes do mesmo pão. Esta interpretação, remete-nos para a ideia de uma convivência tão íntima e profunda entre duas ou mais pessoas, a ponto destas participarem do mesmo pão, para o seu alimento.
Independentemente da sua origem etimológica, a palavra Companheiro associa-se sempre à virtude e à partilha.
Historicamente, e consultada diversa bibliografia, verifica-se que até os anos de 1670, não existem documentos registados, que citem o Grau de Companheiro. Desde o ano de 1356, onde nasceu a Maçonaria documentada, até a década de 1670, predominou o grau de Aprendiz, sendo que os antigos Catecismos, apenas mencionam Aprendiz e Companheiro trabalhando juntos.











