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março 21, 2012

A Corda


Objecto do dia a dia, a corda é um entrançado de cabos de maior ou menor diâmetro que, habitualmente, não nos chama a atenção. Utilizamo-la com frequência para atar e prender e nesse sentido é um elemento que restringe a liberdade; mas utilizamo-la também para unir e ligar, para tornar uno o que está separado e, nesse sentido, é um elemento de criação, de crescimento e de liberdade.

Foi neste sentido que o Homem primeiramente a utilizou: para caçar alimento (prender), para confeccionar as suas roupas (ligar), para se deslocar de árvore em árvore (transcender-se ?).  Mas certamente que não passou despercebido ao xamane ou ao feiticeiro o valor do objecto como símbolo da união entre os elementos da tribo, da integridade física (o fio que mantém  os orgãos no lugar) ou associado ao nascimento (cordão umbilical) ou ao renascimento: a corda ou o fio que nos liga ao além, ao desconhecido, a uma outra vida, ao divino.

A importância celeste ou cósmica da Corda foi particularmente relevante para os egípcios e gregos, que a ela recorrem para descrever o céu e as constelações, sendo o elemento que manteria os planetas a circular no céu e conferiria unidade ao universo (a Corda de Ouro de Zeus). As trança da deusa egipcia Hathor simbolizam a tecitura ordenada do universo mas para Platão, a Luz seria uma Corda luminosa que o rodeava.

março 18, 2012

O Simbolismo das Viagens na Elevação a Companheiro

Oswald Wirth,  destacado autor maç:.  da primeira metade do Século XX,  salienta:
“Para ser admitido à Aprendizagem é necessário mostrar aptidões, para passar a Companheiro é necessário, adicionalmente,  ter efectuado prova de aplicação, de zelo e de ardor no trabalho,.... com o objectivo de  se dominar e conheçer interiormente, por forma a sentir-se  disponivel para a nova tarefa, o trabalho efectivo para o qual será chamado, ao serviço da colectividade à qual se devota”.

I - Preâmbulo
Ao receber a LUZ, o Aprendiz comprometeu-se com as Leis da Maç.’. em geral  e do G.’.O.’.L.’. em particular,  a amar os seus irmãos e a resguardar-se dos profanos. Elevado a Companheiro, não poderá limitar-se  a renovar o juramento efectuado no primeiro grau, uma vez que se deve exigir a um Maç.’. instruido o que não se pode exigir a um iniciado.
O Companheiro deverá redobrar a discrição, tentando colocar-se sempre ao  nivel dos que estão menos avançados, pois a sua Força reside na concretização de um único objectivo – o de se instruir para constituir um verdadeiro Iniciado, de molde a consagrar todo a seu espirito e acção à Obra da Maçonaria.

É nossa convicção que não basta possuir um grau maçónico decorrente unicamente da sua recepção ritualística,  já que os ritos iniciáticos têm básicamente o papel de traçar um programa de aprendizagem. Compete ao Maçon concretizar esta aprendizagem, fazendo o caminho individualmente quer pelo seu trabalho, assiduidade e aprendizagem em Loj.’. quer pelo estudo adicional e também pela aplicação consequente ao mundo profano.

março 13, 2012

A Maçonaria e o Século XXI


A forma de fazer Maçonaria no século em que recentemente entrámos não será certamente a mesma que foi praticada nos séculos anteriores, principalmente desde o primeiro quartel do século XVIII.
Em cada um houve alterações e adaptações às realidades sociais da época em vivência, sem as quais a Maçonaria não teria sobrevivido.
Com a responsabilidade social que todos lhe reconhecem, sejam adeptos ou opositores, a Maçonaria criou um espaço próprio gerador de uma auréola transmissora de certeza na capacidade de resolução de situações sociais difíceis.

Isto constitui para nós uma séria responsabilidade que teremos de honrar.
No entanto a Maçonaria sempre suscitou, na sociedade profana, múltiplas interrogações, expressas de diferentes formas, mas todas elas com um denominador comum, que é o de se colocar em dúvida a justeza da existência de uma sociedade discreta (ou secreta, como outros preferem) numa sociedade civil democrática como a nossa.

É frequente colocar-se a questão de se após a democratização do país justificar-se a existência de uma estrutura filosófica, iniciática, e discreta (secreta), com os seus ritos, segredos e comportamentos. É evidente que a resposta só pode ser afirmativa. Sem o respeito e a salvaguarda dos ritos, segredos, tradições e cultura maçónica a Maçonaria deixava pura e simplesmente de existir.

março 05, 2012

O Quadrivium


Decorrendo do Trivium, a Aritmética, a Geometria, a Astronomia levam ao aprofundamento do conhecimento dos números, da Terra, do Céu, e completam-se com a Arte das Nove Musas, a Música.

    1- A Aritmética

A Aritmética ensina a virtude dos números. Mais do que a arte de calcular graças às quatro operações básicas, é essencialmente a ciência dos números, das relações e das proporções, a aritmologia. A primeira serve-se dos números e dá-lhe o seu valor real de quantidade; a segunda aborda preferencialmente o seu valor simbólico, a qualidade, o seu carácter secreto, desde a unidade até ao número.

O número é considerado o guia, a existência de cada coisa, faz parte dela, mas não é um ser. A virtude dos seres não existe no número; mas o número deriva da natureza dos seres. Será necessário distinguir o ser, o seu número, a sua acção, a sua operação, nas sua três regiões: divina, espiritual e natural.

fevereiro 28, 2012

Nascidos do Sangue

Trata-se de um livro da autoria de um americano, John Robinson, e tem como subtítulo “Os segredos perdidos da Maçonaria”. O autor não é maçon e o seu livro resulta de um intenso trabalho de investigação em torno da revolta camponesa ocorrida em 1381 na Inglaterra.

Um dos mistérios que determinou a realização da investigação foi procurar desvendar a organização que tinha estado por detrás desta revolta que mobilizou centenas de milhares de ingleses e que dirigiu a sua acção violenta contra alvos bem definidos, entre eles a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários de S. João, hoje denominada Cavaleiros de Malta.

Esta curiosidade foi ainda aprofundada pelo facto de após a revolta os seus principais líderes terem confessado estar ao serviço de uma Grande Sociedade. A historiografia oficial, de que a Enciclopédia Britânica faz eco, considerou-a uma revolta “curiosamente espontânea”.

No entanto, Winston Churchill, no seu livro “Birth of Britain”, escreveu que: “Durante o Verão de 1381 houve uma agitação geral. Por trás dela havia a organização. Agentes moviam-se pelas aldeias da Inglaterra central, em contacto com a Grande Sociedade que supostamente se reunia em Londres”.

Há que recordar que os Templários foram suprimidos por decreto do Papa Clemente V e que este decreto estabeleceu também que todas as propriedades desta ordem fossem entregues aos

fevereiro 23, 2012

Valores

“O essencial é invisível aos olhos”
O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry

Não compete à Maçonaria ensinar a Verdade, mas antes INCITAR, cada um de nós, à busca permanente da Verdade no seu interior.
As regras e códigos morais, pelos quais cada Maçom se guia, têm de resultar de uma permanente busca de valores e de princípios que lhe propiciem um comportamento ético e uma actuação que, permanentemente, o caracterizem como “homem livre e de bons costumes”.

Este sistema de valores e princípios, próprio de cada qual, tem de ser coerente e de uma solidez a toda a prova. O “amanhã” não será o que hoje pensamos que seja: tudo evolui, incluindo as circunstâncias da vida de cada indivíduo, razão pela qual esse sistema terá de estar ancorado numa base universal que a todos une:

Liberdade, Igualdade, Fraternidade, Tolerância, Verdade e Solidariedade.

Num mundo em que, a par e passo, nos confrontamos com a submissão, a ausência de equidade, a guerra, a mentira, o egoísmo e a intransigência, a afirmação e a prática quotidiana exigem-nos uma enorme força para transmitir, em tudo o que nos rodeia, a nossa crença e a nossa determinação no triunfo do BEM.

Todos vimos, na parede escura, escrito a branco:

fevereiro 19, 2012

Reflexões sobre o Grau de Companheiro, segundo o R.E.A.A.


A maçonaria é uma sociedade discreta de carácter universal, cujos membros cultivam e promovem os princípios da liberdade, igualdade e fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo assim uma associação iniciática e filosófica.

As suas regras são ditadas pela razão e definidas pela Ciência, não se admitem debates acerca da religião, raça ou política. Portanto a maçonaria é uma sociedade fraternal, que admite todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça, religião, ideário político ou posição social. 

Entre si os Maçons reconhecem-se por sinais, palavras ou toques que variam conforme o grau.

A Maçonaria tem um princípio criador que denomina por “Grande Arquitecto do Universo”, um conceito que pode acolher diferentes religiões ou crenças. A designação abrangente apareceu pela primeira vez no livro “Exposure Masonry Dissected” de Samuel Prichard, publicado em 24 de Outubro de 1730.

Os Graus na Maçonaria segundo o Rito Escocês Antigo e Aceito é reapresentada por

Três Graus Simbólicos [MAÇONARIA AZUL (1-3)]:
1º Grau – Aprendiz Maçom. (Ap.’. M’.’)
2º Grau – Companheiro Maçom (C.’. M.’.)
3º Grau – Mestre Maçom (M.’. M.’.)

fevereiro 09, 2012

O Simbolismo Maçónico e o Espírito Científico


Isaac Newton é o seu nome, e a sua Obra a primeira dedução que a razão conseguiu dar do Universo em que estamos mergulhados.

Mais do que descrever o trabalho de Newton, julgo que será mais enriquecedor enquadrá-lo numa corda unificadora do tempo, como aquela que envolve todos nós, tentando fazer uma pobre reflexão sobre donde viemos, aonde julgamos que chegámos e para onde caminhamos.

O Universo, em que a Terra representa uma partícula tão pequena quanto um grão de areia numa praia muito, muito extensa, rege-se por um conjunto de mecanismos que os homens sonham algum dia entender.

É a procura do entendimento destes mecanismos que faz com que possamos dizer que há um pensamento antes de Newton e um pensamento após Newton.

De facto, até Newton, desde Euclides, Anaximandro de Estrabão e Aristóteles na antiguidade Clássica, passando por Nicolau Copérnico, Tycho Brae, Galileu Galilei, Joannus Kepler, já durante o Renascimento e o Barroco, todos tentaram deduzir as equações do movimento e da interacção dos corpos, a partir de sistemáticas  observações directas.

Para todos eles as leis que deduziam sobre o movimento e interacção dos corpos, eram consequência de, aturadas, observações directas dos eventos. Kepler passou uma vida inteira a caminhar para uma

fevereiro 08, 2012

A Cadeia de União


A cadeia de união é provávelmente, do ponto de vista simbólico, uma das cerimónias que mais directamente apelam  à fraternidade maçónica, sendo seguramente um dos actos mais significativos da dedicação  que trazemos ao nosso compromisso com os sublimes princípios  assumidos: «Liberdade, Igualdade, Fraternidade».

Segundo Jean-Pierre Bayard (4),  só se deverá desenrolar num ambiente tradicional e numa atmosfera particular, na ausencia dos quais restará sem valor.      A primeira descrição conhecida  da cadeia de união está contida no Manuscrito de Edimburgo, datado de 1696. Trata-se dum gesto ritual que traduz uma relação activa entre todos os elementos duma loja,  segundo determindas regras, tendo como objectivo transmitir a palavra de mestre.

Boucher (3) refere que a cadeia de união é um ritual que encontramos, por sua vez, quer no Compagnonnnage quer na Maçonaria e que nos chega proveniente da maçonaria operativa, reencontrando--a  no compagnonnage, sob a designação de «cadeia de aliança».     Consiste na formação de um círculo, uma cadeia, dando-se mutúamente as mãos,  após prévio cruzamento dos braços.  Cada novo iniciado é convidado, desde a sua admissão, a constituir um elo nesta cadeia. 
A recente (e excelente) obra do nosso Ir.  José. Adelino Maltez (1), refere  na entrada correspondente à «Cadeia de União»:

fevereiro 02, 2012

A METAMORFOSE - da Morte à Vida, o Estádio e o Ser


Sento-me humildemente perante Vós para partilhar o que do meu âmago sinto, hoje, que sou M:., o estádio em que me encontro e o ser que me sinto.

Ignorante morri, ignorante nasci.

Com a morte simbólica e iniciática, foi-me concedido o ingresso numa nova vida, renasci interiormente e transmutei o meu íntimo, o meu verdadeiro ser.
Não tenho dúvidas, foi uma inevitabilidade, foi o caminho para uma nova oportunidade.

Morrer é fundamental no processo de iniciação maçónica. Representa um ritual de passagem do mundo profano ao mundo maçónico.
Reflectir sobre a morte é reflectir sobre a vida.

Na câmara de reflexões isolei-me do mundo, fiz a introspecção necessária, conheci-me a mim mesmo. Conforme diz Sócrates, “conhece-te a ti mesmo”, isto é, “torna-te consciente da tua ignorância”.

Visita o interior da Terra e, rectificando, encontrarás a Pedra Oculta”. Conforme refere Jules Boucher “trata-se de um convite à procura do Ego profundo, que nada mais é do que a própria alma humana, no silêncio e na meditação” .

fevereiro 01, 2012

Ser Companheiro


Sendo a palavra Companheiro de origem latina, o significado que lhe é atribuído tem provocado controvérsias quanto à sua origem etimológica. Sendo diversas as teorias sobre o seu significado composto, não pretendo aqui apresentá-las. Tão somente, revelar a minha predilecta.

Segundo uma das teorias, o termo “Companheiro” é derivado da expressão cum panis, onde cum reporta à preposição com e panis é o substantivo masculino de pão, o que lhe dá o significado de participantes do mesmo pão. Esta interpretação, remete-nos para a ideia de uma convivência tão íntima e profunda entre duas ou mais pessoas, a ponto destas participarem do mesmo pão, para o seu alimento.
Independentemente da sua origem etimológica, a palavra Companheiro associa-se sempre à virtude e à partilha.

Historicamente, e consultada diversa bibliografia, verifica-se que até os anos de 1670, não existem documentos registados, que citem o Grau de Companheiro.   Desde o ano de 1356, onde nasceu a Maçonaria documentada, até a década de 1670, predominou o grau de Aprendiz, sendo que os antigos Catecismos, apenas mencionam  Aprendiz e Companheiro trabalhando juntos.

janeiro 28, 2012

Normas do Comportamento Maçónico

Desde sempre que houve a preocupação de estabelecer normas e de reger o comportamento dos Maçons, dentro e fora da Loja.
As Constituições, os Regulamentos internos, os decretos-leis dos Grão-mestrado, os normativos dos Conselhos da Ordem etc. são vários exemplos de documentos da regência comportamental maçónica .
Existem, todavia, dois que sobrenadam por todos estes.
Um, que constitui a trave mestra do edifício maçónico, e que é o ponto de partida para todos os outros, que são as CONSTITUIÇÕES DE ANDERSEN e outro, com um estilo de implantação diferente e exercendo uma maior influência na Maçonaria americana, mas que é alvo de forte contestação pontual por parte da Maçonaria Liberal. Estamos a referir aos Landmarks de Mackey.
Façamos então umas breves passagens sobre estes dois documentos para dar uma panorâmica geral da estrutura normativa que nos orienta.

     AS CONSTITUIÇÕES DE ANDERSEN
Em 1717, quatro Lojas de Pedreiros Livres – “O Ganso e o Espeto” ; “A Cervejaria e a Coroa”; “A Taverna da Macieira” e a “Taverna da Caneca e do Vinho” – decidiram organizar-se numa espécie de Federação a que deram o nome de Grande Loja.
Elegeram então um primeiro Grão-Mestre, com autoridade sobre todos os Maçons.