1. Preliminar.
Apenas me decidi a confiar finalmente as minhas dúvidas para o papel, logo me questionei como iria ser capaz de introduzir o assunto. Admito ter-me deixado embalar por uma euforia suave, imaginando que um sinal exterior viesse alimentar a minha imaginação.
Assim pensei, assim realizei. Regressado duma refeição bem regada, encontrei-me com bastante energia para queimar e os meus passos levaram-me à minha livraria favorita, onde encontrei uma nova publicação de André Comte-Sponville (nota 1). Um amigo ofereceu-me há bastantes anos um dos seus escritos que deve estar a estagiar há um par de anos num dos meus armários. O que eu comprei é intitulado "O espírito do ateísmo" e ao vê-lo em exposição, não resisti. Qual a ligação com o assunto que nos ocupa, perguntarão? A resposta é fácil, sem ser evidente. A Tradição maçónica alimenta-se da espiritualidade e parece difícil alimentar a espiritualidade sem Deus à mão. André Comte-Sponville promete ou, pelo menos propõe, uma espiritualidade sem Deus.
Desde o prefácio, estou completamente embrenhado. "O Retorno da espiritualidade? Não seria um problema. Mas o dogmatismo está de volta, muitas vezes com o obscurantismo, o fundamentalismo e às vezes o fanatismo. Seria errado abandonar o terreno. O combate pelas luzes continua, raramente terá sido tão urgente, e é uma luta pela liberdade. " (Fim de citação). Não vou citar tudo o que ele escreveu desde a introdução, mas é provável que vá extrair algo das suas ideias, porque me parecem ter alguma relevância para o tema que vos quero transmitir.
Eu poderia, em rigor, criticar a ideia de combate, mas permanecendo profundamente pacifista, reflecti que por vezes é necessário maltratar o adversário. Não é entretanto necessário matá-lo. Mas parece que o homem parece ser o único na espécie animal a ser um lobo de si mesmo. Aceitemos portanto que há uma luta moderada como se de facto essas duas palavras pudessem ser unidas à mesma ideia.
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junho 18, 2012
junho 10, 2012
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
I – Introdução
Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.
Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.
II – A Saga Huguenote de La Rochelle
O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Jean Theophile Desaguliers (1683-1744)
I – Introdução
Visa-se aqui dar uma idéia acerca da vida e da obra de Jean Théophile Desaguliers, mais conhecido na Inglaterra como John Theophilus. Desaguliers ocupa uma posição impar quando da fundação da Grande Loja de Londres, por não se identificar com alguns nobres empoados de então nem com os supersticiosos maçons plebeus dos primórdios que confundiam superstição com esoterismo e misticismo, fato tão comum no Brasil de hoje.
Desaguliers, além de possuir uma sólida formação científica, como se verá a seguir, era um homem também pragmático, preocupado em resolver os problemas concretos de seu tempo, extrapolando na preocupação com questões metafísicas. Homem de escol, é considerado um dos Pais Fundadores da moderna maçonaria.
II – A Saga Huguenote de La Rochelle
O nosso personagem é proveniente de uma família huguenote. Como se sabe, huguenotes são protestantes franceses que se desenvolveram durante a Reforma do século XVI. Sofreram penosas perseguições já que a fé que os guiava, durante muitos anos, esteve baseada nas idéias de Calvino. Esses protestantes fundaram em 1559 uma igreja na França que grassou como um rastilho de pólvora. Emergiram vitoriosos sobre as forças católicas durante as Guerras Religiosas (1562-98) e, pelo Edito de Nantes, receberam uma certa liberdade religiosa e política.
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maio 20, 2012
A mulher procura na Maçonaria a sua própria verdade
A Grã-Mestra da Loja Feminina de Espanha, Ana María Lorente, defende o papel actual da Ordem face à perda de valores na sociedade."Tem sentido a maçonaría feminina no século XXI? Ante a perda de valores, há que redefinir as raízes espirituais e morais". A Grã-Mestra da Loga Feminina de España, Ana María Lorente Medina, defendeu est noite no Clube LA PROVINCIA a necesidade de manter activa esta Ordem em Espanha para continuar a avançar no que chamou de "maturidade feminina", cujo processo e segundo as suas palavras, "é imparável".
"Cada mulher procura na maçonaría a sua propria verdade, o seu proprio conhecimento", explicou Lorente perante uma audiência que questionava a máxima responsável desta organizacão em Espanha, qual é o seu fundamento e creença, formas de ingresso na ordem, e o que parecía mais preocupante para algumas das mulheres presentes: o porquê do termo obediência que frecuentava a conferencista no seu discurso sobre a historia da ordem, a sua criação e penetração em Espanha e nas Canárias.
"É um termo que usamos para denominar cada organizacão macónica, e não significa que como mulheres devamos obediência a nada", precisou Ana María Lorente. "Queremos ser mulheres construidas, lúcidas nas suas possibilidades, firmes, livres e comprometidas", recordou a Crã-Mestra, em resposta ao facto de "terem estado submissas e subordinadas durante milénios". Segundo disse, não se trata duma organizacão dogmática ou sectária, mas que a sua principal referência é "um método sábio, rico e ancestral que se adapta à arquitectura feminina".
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maio 08, 2012
Salvador Allende: Presidente e Maçon
Texto da conferência da V.. M. •. • R. da. L. •. Lafayette n º 10, Lila Lorenzo Soto-Aguilar , realizada em 26 de junho de 2010 na biblioteca "O Menestrel" , na Cidade do México (conferência foi realizada em comemoração ao 102 º aniversário de seu nascimento - organizado pela Associação Salvador Allende Gossens (ASAG))
Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco, compartilhando a minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona e politicamente como militante.
Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia a dia Salvador Allende e, que na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.
Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.
Queridos Companheiros e companheiras :
Nesta ocasião em que homenageamos Salvador Allende, no aniversário do seu passamento, eu gostaria - como um membro que fui da sua guarda-costas (GAP) - uma faceta pouco conhecida por todos; a do Maçom Presidente. Como sua irmã que agora sou, queria mostar como a coerência entre o político e o Maçon se uniram para fazer dele um grande homem, respeitado e amado por todos nós, seu povo. É meu desejo participar hoje aqui convosco, compartilhando a minha experiência com ele, seus ensinamentos, sua sabedoria, que me fizeram crescer interiormente como um maçona e politicamente como militante.
Expressar em palavras os nossos sentimentos a mais de trinta anos do golpe militar de Augusto Pinochet, é - apesar da dor pelos sonhos perdidos, os companheiros e irmãos mortos e desaparecidos - um acto de profunda melancolia, porque como disse um poeta, a melancolia não é senão a alegria da tristeza. Assim, a vivência com o presidente do Chile, Salvador Allende, tornou-se para mim uma lição cheia de alegria, de como a liberdade é exercida com responsabilidade e de como essa responsabilidade deve levar-se sempre até às últimas consequências. Hoje, como maçona, entendo de onde provinha a força dos valores que mantinha dia a dia Salvador Allende e, que na vida quotidiana, compartilhava conosco.

Em 04 setembro de 1970 Salvador Allende vence as eleições presidenciais com o apoio de grande parte dos partidos políticos de esquerda, agrupados na Unidade Popular. Em 25 de Outubro do mesmo ano, antes de Allende assumir a presidência, foi assassinado o comandante-em-chefe das forças armadas René Schneider. É um aviso sinistro a Allende para não cumprir a sua agenda política e econômica, que trará ao Chile reformas sociais fundamentais.
Para o novo e pequeno aparelho de segurança do todavia presidente eleito do Chile, é também a afirmação de que não se pode confiar numas forças armadas historicamente ligadas à aristocracia e à oligarquia económica e social, afastada dos interesses dos mais necessitados.
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maio 03, 2012
A Liberdade e as Questões Sociais
A Liberdade guiando o Povo
(«La Liberté Guidant le Peuple» / Eugène Delacroix - 1830 - óleo sobre tela 260 cm × 325 cm)
Quando Eugène Delacroix pinta, em 1830, o quadro “A Liberdade guiando o Povo”, há muito que, um pouco por toda a Europa, no rescaldo da Revolução Industrial, se sucediam convulsões sociais resultantes das profundas alterações políticas e sociais, filhas da Revolução de 1789 e da proliferação por toda a parte das Ideias Liberais.
Esta obra retrata a revolta popular que decorreu em Julho de 1830, e que terminou com a destituição do rei Carlos X. Na base da revolta estava a suspensão de várias disposições democráticas, nomeadamente a liberdade de imprensa.
A representação da Liberdade e dos outros personagens do quadro, como pessoas do povo, causou profunda indignação na crítica da época. Nesse tempo, os cânones académicos em vigor exigiam uma representação do corpo humano mais próxima dos modelos idealizados da antiguidade clássica. Além disso, na pintura de episódios contemporâneos, a sua representação deveria submeter-se à inspiração de modelos antigos, de que resultava inevitavelmente alguma artificialidade narrativa.
(«La Liberté Guidant le Peuple» / Eugène Delacroix - 1830 - óleo sobre tela 260 cm × 325 cm)
Quando Eugène Delacroix pinta, em 1830, o quadro “A Liberdade guiando o Povo”, há muito que, um pouco por toda a Europa, no rescaldo da Revolução Industrial, se sucediam convulsões sociais resultantes das profundas alterações políticas e sociais, filhas da Revolução de 1789 e da proliferação por toda a parte das Ideias Liberais.
Esta obra retrata a revolta popular que decorreu em Julho de 1830, e que terminou com a destituição do rei Carlos X. Na base da revolta estava a suspensão de várias disposições democráticas, nomeadamente a liberdade de imprensa.
A representação da Liberdade e dos outros personagens do quadro, como pessoas do povo, causou profunda indignação na crítica da época. Nesse tempo, os cânones académicos em vigor exigiam uma representação do corpo humano mais próxima dos modelos idealizados da antiguidade clássica. Além disso, na pintura de episódios contemporâneos, a sua representação deveria submeter-se à inspiração de modelos antigos, de que resultava inevitavelmente alguma artificialidade narrativa.
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abril 04, 2012
O Crepúsculo da Maçonaria Patriarcal
As correntes maçónicas da actualidade são organizações que se formaram a partir da modernidade, mas nos primórdios do século XXI, torna-se insustentável, do ponto de vista democrático e social, continuar a manter certas tradições próprias de outros tempos. Conheço muitos maçons que não querem saber nada das características fundamentais da cultura contemporânea, e caprichosamente continuam a compartilhar os seus hábitos com uma visão do mundo em fase de declínio.
A noção de modernidade e suas ideias consonantes como o iluminismo e a secularização foram amplamente divulgadas por filósofos, historiadores e sociólogos, mas há um aspecto no qual maioria dos estudos passa despercebido. Relendo os intelectuais da época e tendo em conta que estamos prestes a comemorar o Dia Internacional da Mulher, encontrei a oportunidade certa para pensar a Maçonaria desde essa altura.
Poder-se-ia datar – do ponto de vista político - o início da modernidade com a assinatura de tratados de paz de Westphalia, documentos que deram início a uma nova ordem na Europa Central, com base no conceito de soberania nacional. O Iluminismo tinha em comum um programa ambicioso de secularização, humanismo, tolerância e cosmopolitismo, valores que a maçonaria assumiu como próprios, com a criação de duas potências - na actualidade com nomes diferentes – que lideram as duas mais importantes correntes maçónicas: A Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente de França. Ambas são caracterizadas, acima de tudo por um fervor pela liberdade e pela participação política.
A noção de modernidade e suas ideias consonantes como o iluminismo e a secularização foram amplamente divulgadas por filósofos, historiadores e sociólogos, mas há um aspecto no qual maioria dos estudos passa despercebido. Relendo os intelectuais da época e tendo em conta que estamos prestes a comemorar o Dia Internacional da Mulher, encontrei a oportunidade certa para pensar a Maçonaria desde essa altura.
Poder-se-ia datar – do ponto de vista político - o início da modernidade com a assinatura de tratados de paz de Westphalia, documentos que deram início a uma nova ordem na Europa Central, com base no conceito de soberania nacional. O Iluminismo tinha em comum um programa ambicioso de secularização, humanismo, tolerância e cosmopolitismo, valores que a maçonaria assumiu como próprios, com a criação de duas potências - na actualidade com nomes diferentes – que lideram as duas mais importantes correntes maçónicas: A Grande Loja Unida da Inglaterra e o Grande Oriente de França. Ambas são caracterizadas, acima de tudo por um fervor pela liberdade e pela participação política.
abril 03, 2012
Porquê a Maçonaria no Século XXI?
A Maçonaria é um caminho possível para alcançar a felicidade pessoal, desde que reconhecamos que para percorrê-lo temos de trabalhar fiéis à nossa vocação universal e procurar a felicidade de toda a humanidade
Porque potencia a sociabilidade humana
Como expôs o filósofo e maçon K. Christian F. Krause, no início do século XIX, o impulso básico dos homens - mulheres e homens – é o da sociabilidade, e a Ordem Maçónica é uma associação ideal dedicada ao desenvolvimento dessa sociabilidade como uma expressão de nossa humanidade plena e pura.
A nossa tradição compromete-nos a dar apoio a qualquer irmão ou irmã que se encontr em situação de necessidade mas , além deste compromisso, o que a Loja nos popôe é uma microsociedade com um funcionamento ordenado, em que cada membro asume um papel rotativo para interpretar uma e outra vez a nossa essência social. Esta microsociedade dá-nos a oportunidade de compartilhar múltiplas experiências, como a de pertencer a um projecto autêntico e humanizante, em que se estabelecem os elementos necessários para o animal social que é o homem, tenha a oportunidade de reconhecer-se e de se reconciliar com a sua pura humanidade .A Loja é um encontro com outras pessoas que facilita e orienta o encontro consigo mesmo, através dos complexos mecanismos de identificação com os outros, o reflexo nos outros, o jogo de percepções com os outros, a dissecação do «eu».... e, acima de tudo, a Loja é um espaço humano que recria o ambiente socio-natural óptimo de um ser evoluido: uma comunidade de mulheres e homens, ordeira, democrática, procurando juntos a interpretação da existência.
abril 02, 2012
A Pedra Bruta e a Moral do Aprendiz
Uma reflexão sobre o significado simbólico da pedra bruta, sugere uma estreita relação com o sistema moral que a Maçonaria nos ensina em torno da perfeição do homem, na busca do desenvolvimento espiritual, atè ao comportamento social baseado em valores, respeito, fraternidade, humildade, tolerância e os direitos do invíduo.
Este sistema moral é representado pela pedra bruta (rudimentar), que desde o início, a partir do grau de Aprendiz, nos incentiva a trabalhar em torno das práticas e doutrinas maçónicas, num desejo veemente de procura da Verdade. Daí a estreita relação de sentido entre a pedra e a Câmara de Reflexão, negra na sua aparência, donde sobressai a antiga fórmula alquímica e hermética V.I.T.R.I.O.L., "Visita Interior Terrae, Rectificando Invenies Ocultum Lapidem " (Visita o interior da Terra, Rectificando descubrirás a Pedra Oculta).
Mas a busca da verdade ou a descoberta dum sentido superior da vida, como resposta à nossa própria existência, só é possível através duma investigação profunda dos nossos sentimentos e da melhor disposição para um verdadeiro trabalho interior. É assim que o trabalho maçónico consiste simbólicamente em aperfeiçoar a existência humana, através dum permanente e sucessivo processo de transformação. A "pedra bruta" constitui o símbolo do Aprendiz, a "pedra cúbica" simboliza o Companheiro e a "pedra cúbica em ponta" o Mestre, as quais, no seu conjunto, simbolizam o motivo central da superação permanente e constante na busca do pensamento independente e da perfeição.
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janeiro 26, 2012
Frederico II da Prussia e as Grandes Constituições de 1786
MONOGRAFIAS MAÇÔNICAS
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Frederico II da Prussia e as Grandes Constituições de 1786
Assim como a maçonaria simbólica é regida pelas Constituições de Anderson, os Supremos Conselhos do REAA o são pelas Grandes Constituições de 1786. Ainda que muito importantes, as Constituições de 1786 não foram redigidas por Frederico II da Prússia, conforme se demonstrará a seguir.
Causa espanto verificar que, no Brasil, uma grande parte dos maçons dos altos graus, por falta de conhecimento de história maçônica, continua ainda acreditando e “jurando de pés juntos” que as Constituições de 1786 foram elaboradas pelo rei prussiano. Pensam, erroneamente que, por constar nos rituais do REAA, Frederico tenha criado e legitimado as Constituições de 1786. Isto, ipso facto, transforma-se em artigo de lei ou de crença inabalável.
Um fato ponderável e concorrente para essa mitologização foi a certeza de que os EEUU, à época em se criaram os 33 graus, não eram nenhuma potência maçônica, como vieram a se tornar posteriormente. Necessitavam, portanto, de um forte aval para legitimar o Supremo Conselho de Charleston para que não caísse no ridículo. Seria como se hoje a Nigéria pretendesse criar um novo rito para a maçonaria mundial. Nada melhor, então, do que um rei europeu, um déspota esclarecido, com nítida simpatia pela maçonaria, tornar-se o autor das Constituições de 1786.
Vejam-se, então, os autores do primeiro time maçônico e tudo que tiveram a dizer sobre a propalada e ridícula assertiva de ser Frederico II da Prússia, o autor das Constituições de 1786.
pelo Ven.Irmão WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
Frederico II da Prussia e as Grandes Constituições de 1786
Assim como a maçonaria simbólica é regida pelas Constituições de Anderson, os Supremos Conselhos do REAA o são pelas Grandes Constituições de 1786. Ainda que muito importantes, as Constituições de 1786 não foram redigidas por Frederico II da Prússia, conforme se demonstrará a seguir.
Causa espanto verificar que, no Brasil, uma grande parte dos maçons dos altos graus, por falta de conhecimento de história maçônica, continua ainda acreditando e “jurando de pés juntos” que as Constituições de 1786 foram elaboradas pelo rei prussiano. Pensam, erroneamente que, por constar nos rituais do REAA, Frederico tenha criado e legitimado as Constituições de 1786. Isto, ipso facto, transforma-se em artigo de lei ou de crença inabalável.
Um fato ponderável e concorrente para essa mitologização foi a certeza de que os EEUU, à época em se criaram os 33 graus, não eram nenhuma potência maçônica, como vieram a se tornar posteriormente. Necessitavam, portanto, de um forte aval para legitimar o Supremo Conselho de Charleston para que não caísse no ridículo. Seria como se hoje a Nigéria pretendesse criar um novo rito para a maçonaria mundial. Nada melhor, então, do que um rei europeu, um déspota esclarecido, com nítida simpatia pela maçonaria, tornar-se o autor das Constituições de 1786.
Vejam-se, então, os autores do primeiro time maçônico e tudo que tiveram a dizer sobre a propalada e ridícula assertiva de ser Frederico II da Prússia, o autor das Constituições de 1786.
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janeiro 24, 2012
O Congresso de Lausanne
Monografias Maçónicas
pelo Ven.Ir:. WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
O Congresso de Lausanne
A segunda tentativa de promover-se a união e a organização internacional, antevista e abortada em 1834, foi o Convento que se realizou em Lausanne na Suíça período de 6 a 22 de setembro de 1875, tendo como principais objetivos revisar e reformar as Grandes Constituições de 1786. Visou, também, à definição e à proclamação de princípios e à elaboração de um Tratado de Aliança e Solidariedade.
Onze Supremos Conselhos se fizeram representar neste Convento: Inglaterra (e País de Gales), Bélgica, Cuba, Escócia, França, Grécia, Hungria, Itália, Peru, Portugal e o anfitrião Suíça. A Escócia e a Grécia, ambas representadas pelo mesmo Ir\ se retiraram antes do término dos trabalhos, fato que levou a assinatura dos documentos finais a somente nove países. Os Supremos Conselhos dos Estados Unidos (jurisdição sul) [1], Argentina e Colômbia deram seu assentimento, mas não puderam mandar representantes. O do Chile mandou dizer que daria seu assentimento às resoluções do Conclave.Após numerosas reuniões de trabalho em comissão e onze sessões plenárias, o Conclave foi encerrado em 22 de setembro de 1875.
pelo Ven.Ir:. WILLIAM ALMEIDA DE CARVALHO 33
O Congresso de Lausanne
A segunda tentativa de promover-se a união e a organização internacional, antevista e abortada em 1834, foi o Convento que se realizou em Lausanne na Suíça período de 6 a 22 de setembro de 1875, tendo como principais objetivos revisar e reformar as Grandes Constituições de 1786. Visou, também, à definição e à proclamação de princípios e à elaboração de um Tratado de Aliança e Solidariedade.
Onze Supremos Conselhos se fizeram representar neste Convento: Inglaterra (e País de Gales), Bélgica, Cuba, Escócia, França, Grécia, Hungria, Itália, Peru, Portugal e o anfitrião Suíça. A Escócia e a Grécia, ambas representadas pelo mesmo Ir\ se retiraram antes do término dos trabalhos, fato que levou a assinatura dos documentos finais a somente nove países. Os Supremos Conselhos dos Estados Unidos (jurisdição sul) [1], Argentina e Colômbia deram seu assentimento, mas não puderam mandar representantes. O do Chile mandou dizer que daria seu assentimento às resoluções do Conclave.Após numerosas reuniões de trabalho em comissão e onze sessões plenárias, o Conclave foi encerrado em 22 de setembro de 1875.
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janeiro 20, 2012
Génese e Expansão dos Supremos Conselhos do R.E.E.A.
O R.E.A.A aparece no mundo, como é praticado atualmente, com a constituição do primeiro Supremo Conselho de Charleston em 31 de maio de 1801. O mundo maçônico da época, basicamente europeu, não tomou o mínimo conhecimento, pois seria como se hoje, em Cochabamba, na Bolívia (sem nenhum demérito para os IIrr\bolivianos) se formasse uma nova instituição maçônica.
Os europeus viam os norte-americanos como chucros e selvagens, ou seja gente de país, diríamos hoje, periférico. Coil [1], na sua Enciclopédia, afirma que “pouco se conhece sobre os assuntos do Supremo Conselho do Sul [pois os EEUU são o único país do mundo que possui dois Supremos Conselhos: Jurisdição Sul e Norte] nos primeiros 50 anos de sua existência”.
Em 4 de dezembro de 1802, uma circular – atrevida e demente, para não dizer paranóica para a época - dava conhecimento ao mundo maçônico da criação deste Conselho-Mãe em Charleston, Carolina do Sul, apelidado desde então de Supremo Conselho dos Soberanos Grandes Inspetores Gerais, 33º e último grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. A circular afirmava pomposamente que em “31 de maio, o Supremo Conselho dos Estados Unidos da América foi constituído em grande pompa pelos IIrr\John Mitchell e Frederico Dalcho e o pleno efetivo dos Grandes Inspetores Gerais foram, no curso do presente ano, completado conforme as Grandes Constituições”.

Naudon [2], no seu livro clássico, afirma que “o Ir\John Mitchell tomou o título de Soberano Grande Comendador deste Supremo Conselho e o Ir\Dalcho, o de Grande Comendador Adjunto. Os outros membros eram os Mui Ilustres IIrr\Emmanuel de la Motta, Abraham Alexander, Major Th. Bartolomew Bowen, Israel de Lieben, Dr. Isaac Auld, Moses C. Levy e o Dr. James Moultrie. O conde de Grasse-Tilly e seu sogro Delahogue estavam entre os fundadores; permaneceram como membros até a sua partida para São Domingos e antes que o efetivo de nove membros tivesse sido completado”.
Assim como a maçonaria simbólica é regida pelas Constituições de Anderson, os Supremos Conselhos o são pelas Grandes Constituições de 1786. Apesar de sua importância, as Constituições de 1786 não foram redigidas por Frederico II, da Prússia, conforme já
Os europeus viam os norte-americanos como chucros e selvagens, ou seja gente de país, diríamos hoje, periférico. Coil [1], na sua Enciclopédia, afirma que “pouco se conhece sobre os assuntos do Supremo Conselho do Sul [pois os EEUU são o único país do mundo que possui dois Supremos Conselhos: Jurisdição Sul e Norte] nos primeiros 50 anos de sua existência”.
Em 4 de dezembro de 1802, uma circular – atrevida e demente, para não dizer paranóica para a época - dava conhecimento ao mundo maçônico da criação deste Conselho-Mãe em Charleston, Carolina do Sul, apelidado desde então de Supremo Conselho dos Soberanos Grandes Inspetores Gerais, 33º e último grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. A circular afirmava pomposamente que em “31 de maio, o Supremo Conselho dos Estados Unidos da América foi constituído em grande pompa pelos IIrr\John Mitchell e Frederico Dalcho e o pleno efetivo dos Grandes Inspetores Gerais foram, no curso do presente ano, completado conforme as Grandes Constituições”.

Naudon [2], no seu livro clássico, afirma que “o Ir\John Mitchell tomou o título de Soberano Grande Comendador deste Supremo Conselho e o Ir\Dalcho, o de Grande Comendador Adjunto. Os outros membros eram os Mui Ilustres IIrr\Emmanuel de la Motta, Abraham Alexander, Major Th. Bartolomew Bowen, Israel de Lieben, Dr. Isaac Auld, Moses C. Levy e o Dr. James Moultrie. O conde de Grasse-Tilly e seu sogro Delahogue estavam entre os fundadores; permaneceram como membros até a sua partida para São Domingos e antes que o efetivo de nove membros tivesse sido completado”.
Assim como a maçonaria simbólica é regida pelas Constituições de Anderson, os Supremos Conselhos o são pelas Grandes Constituições de 1786. Apesar de sua importância, as Constituições de 1786 não foram redigidas por Frederico II, da Prússia, conforme já
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