Trata-se de um livro da autoria de um americano, John Robinson, e tem como subtítulo “Os segredos perdidos da Maçonaria”. O autor não é maçon e o seu livro resulta de um intenso trabalho de investigação em torno da revolta camponesa ocorrida em 1381 na Inglaterra.
Um dos mistérios que determinou a realização da investigação foi procurar desvendar a organização que tinha estado por detrás desta revolta que mobilizou centenas de milhares de ingleses e que dirigiu a sua acção violenta contra alvos bem definidos, entre eles a Ordem dos Cavaleiros Hospitalários de S. João, hoje denominada Cavaleiros de Malta.
Esta curiosidade foi ainda aprofundada pelo facto de após a revolta os seus principais líderes terem confessado estar ao serviço de uma Grande Sociedade. A historiografia oficial, de que a Enciclopédia Britânica faz eco, considerou-a uma revolta “curiosamente espontânea”.
No entanto, Winston Churchill, no seu livro “Birth of Britain”, escreveu que: “Durante o Verão de 1381 houve uma agitação geral. Por trás dela havia a organização. Agentes moviam-se pelas aldeias da Inglaterra central, em contacto com a Grande Sociedade que supostamente se reunia em Londres”.
Há que recordar que os Templários foram suprimidos por decreto do Papa Clemente V e que este decreto estabeleceu também que todas as propriedades desta ordem fossem entregues aos
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fevereiro 28, 2012
fevereiro 14, 2012
1817 - Morrer pela Liberdade
Depois de tomar Lisboa, Junot é rejeitado pela Maçonaria portuguesa como seu representante, tenta então tornar-se “Rei de Portugal” e governar segundo uma constituição do tipo francês. Por seu lado, Gomes Freire de Andrade integra a Legião Portuguesa que parte ao serviço de Napoleão e da França.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.
Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.
A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.
Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.
Entre 1807 e 1814, serve o país que invadiu o seu, que o saqueara e que lhe infligiu uma guerra desumana.
Dona Mathilde de Faria e Mello, foge em 1808 com Gomes Freire, mulher casada, foi sua dedicada companheira até à sua morte. “A Mathilde tem sido constante companheira dos meus trabalhos; a pobre rapariga, depois de vender tudo quanto tinha, levava-me dinheiro para me livrar de aflições”, escreve Gomes Freire.
A missão da Legião Portuguesa fora concluída em 1814. Gomes Freire pediu então para regressar a Portugal, mas a permissão para o regresso demorou, valeu-lhe o talento político do seu primo direito D. Miguel Pereira Forjaz, um dos secretários mais poderosos da Junta Governativa.
Sujeitou-se a um processo de reabilitação que o declarou “livre de toda e qualquer mácula”. Apesar disso Gomes Freire tinha consciência que poderia ter sido considerado traidor à pátria, por ter servido o país que estivera em guerra com Portugal e durante o período que ela durou.
fevereiro 13, 2012
Maçonaria e Rosacrucianismo - Uma nova reflexão cruzada
Retomo as reflexões anteriores, tentando promover uma explicação compreensível dos laços que interligam o Rosacrucianismo e a Maçonaria especulativa.
Terminei a minha última prancha, citando alguns versos de um poema anónimo, de origem inglesa, dos princípios do século XVII que nos revela quão profunda e significativa é a proximidade existente:
“Porque somos Irmãos da Rosa-Cruz
Temos a palavra dos freemasons
E temos a dupla visão”.
Robert Fludd, tido como freemason e rosacruciano, na sua obra “A Ordem dos Rosa-Cruz (em 1617)” afirma, “os freemasons e os rosa-cruzes eram um único grupo que, um dia em tempos distantes, se separou para por um lado propagarem ideias filosóficas e filantrópicas e por outro realizarem trabalhos cabalísticos e alquímicos”.
Robert Fludd, considerado como o primeiro rosacruciano de Inglaterra, diz que o nome da ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo, na cruz do Golgota; a mística ideia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para dar à palavra, uma grande força de sedução.
Terminei a minha última prancha, citando alguns versos de um poema anónimo, de origem inglesa, dos princípios do século XVII que nos revela quão profunda e significativa é a proximidade existente:
“Porque somos Irmãos da Rosa-Cruz
Temos a palavra dos freemasons
E temos a dupla visão”.
Robert Fludd, tido como freemason e rosacruciano, na sua obra “A Ordem dos Rosa-Cruz (em 1617)” afirma, “os freemasons e os rosa-cruzes eram um único grupo que, um dia em tempos distantes, se separou para por um lado propagarem ideias filosóficas e filantrópicas e por outro realizarem trabalhos cabalísticos e alquímicos”.
Robert Fludd, considerado como o primeiro rosacruciano de Inglaterra, diz que o nome da ordem está ligado a uma alusão ao sangue de Cristo, na cruz do Golgota; a mística ideia da rosa, associada à lembrança da cor do sangue e aos espinhos que provocam o seu derramamento, contribuiu, certamente, para dar à palavra, uma grande força de sedução.
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fevereiro 12, 2012
O Rito das Old Charges
Este rito é conhecido hoje através de um pouco mais de uma centena de textos denominados OLD CHARGES e cuja redacção se estende por um período que vai de 1390 até aos anos que se seguiram à compilação dos Antigos Deveres (A.D.) por James Anderson, sob a forma das Constituições de 1723.
Existem alguns destes textos que são menos conhecidos:
–> Briscoe Pamphlet (1724, versão de A.D. seguida de uma critica das Constituições de 1723.*
–> Constituições de Cole, que incluem um pequeno número de versões de A.D., sendo mais de metade delas datadas do Século XVIII.*
–> Outras são datadas do Século XVI, como o Dowland (cerca de 1550), Grand Lodge nº 1 (1583), e Landsdown nº 98 (segunda metade do secº XVI).*
Quanto aos mais conhecidos, existem aspectos que se torna útil abordar:
O Regius (1390)
Os A.D. foram desde o seu aparecimento em 1390, com o Regius, os textos da franco-maçonaria inglesa que serviam numa loja de maçons operativos para receber, uma vez por ano, um ou mais aprendizes no grau de companheiro.
O conteúdo do Regius tem os seguintes elementos:–> História geográfica do ofício de pedreiro.
–> Lista dos deveres profissionais, incluindo a descrição do juramento maçónico.
–> Martírio dos 4 santos coroados.
–> Dilúvio na época de Noé.
–> Suspensão da construção da Torre de Babel.
–> Elogio das 7 artes liberais.
–> Lista dos deveres morais próprios de todo o cristão.
A principal função de um A.D. era ser lido a um recipiendário no momento da sua admissão em loja,
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fevereiro 10, 2012
Os Jardineiros da Rosa - Os primeiros maçons do rito escocês
Os graus escoceses existiam já antes de 1743, mas eram sobretudo graus isolados ou pequenos sistemas de alguns graus, não constituindo verdadeiros ritos ordenados numa progressão iniciática reflectida.
É óbvio, que desde essa altura até aos nossos dias os rituais foram rescritos, modificados e actualizados. As pesquisas mais recentes sugerem que os rituais ligados aos graus escoceses foram uma elaboração colegial no seio das lojas.
Uma carta de Petit de Boulard refere precisamente este tipo de processo. Independentemente desta base eventual de elaboração colegial, houve contributos e empenhos pessoais que determinaram a decisiva dinamização do subsequente processo mais alargado de participação.
Os autores dos rituais dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram designados por várias referências documentais, nomeadamente a Colecção Sharp, como os Jardineiros da Rosa.
Não se encontram referências pessoais concretas em torno da elaboração e consolidação desses rituais, colocando-se a necessidade de formular algumas pistas que possam ajudar a situar esta pesquisa.
É óbvio, que desde essa altura até aos nossos dias os rituais foram rescritos, modificados e actualizados. As pesquisas mais recentes sugerem que os rituais ligados aos graus escoceses foram uma elaboração colegial no seio das lojas.
Uma carta de Petit de Boulard refere precisamente este tipo de processo. Independentemente desta base eventual de elaboração colegial, houve contributos e empenhos pessoais que determinaram a decisiva dinamização do subsequente processo mais alargado de participação.
Os autores dos rituais dos graus do Rito Escocês Antigo e Aceito foram designados por várias referências documentais, nomeadamente a Colecção Sharp, como os Jardineiros da Rosa.
Não se encontram referências pessoais concretas em torno da elaboração e consolidação desses rituais, colocando-se a necessidade de formular algumas pistas que possam ajudar a situar esta pesquisa.
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fevereiro 07, 2012
O Rito da Palavra de Maçom
A expressão “Palavra de Maçon” (Mason Word) designa, numa pequena vintena de textos escoceses e ingleses do século XVII e em cerca de uma dúzia de textos do século XVIII, um rito maçónico de recepção que consistia em receber em loja um novo maçon com um aperto de mão durante o qual lhe comunicavam oralmente o nome das 2 colunas, Jachim e Boaz, do Templo de Salomão.
O desaparecimento progressivo das antigas lojas operativas determinou que o Rito da Palavra de Maçon tenha conseguido difundir-se rapidamente para substituir o Rito dos Antigos Deveres (Old Charges).
O conteúdo operativo deste último rito já não se adaptava aos maçons especulativos.
Importa lembrar que o Rito dos Antigos Deveres era um antigo rito operativo e de influência anglicana que consistia na recepção de um novo maçon em loja, onde lhe eram lidos os antigos deveres e sobre os quais o recipiendário jurava que os respeitaria.Referir, desde já, que o Rito dos Antigos Deveres não comportava nem palavras nem sinais secretos.
De 1637 a 1652 os testemunhos históricos são unânimes em situar a existência do Rito da Palavra de Maçon na Escócia.
A título de exemplos: o poeta Henry Adanson, em 1638, referiu numa das suas obras (Thrénodie des Muses) que este rito surgiu em Kilwinning e depois em Perth entre 1628 e 1637 , que eram 2 cidades escocesas de elevada influência calvinista no século XVI; em 1653, Sir Thomas Urquhart de Cromarty afirmou na sua obra “Logopandecteision” que a Palavra de Maçon servia para fazer um maçon; em 1663, o reverendo William Guthrie, num dos seus sermões, qualificou-a de sinal; o
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janeiro 31, 2012
Alvores da Maçonaria em Portugal
Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral. A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.
Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. É antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.
Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos (com influências directa nos rituais do Rito Escocês Antigo e Aceito).
Não há qualquer dúvida que a Maçonaria Moderna nasce em 1717 quando o reverendo Anderson é encarregado de elaborar as regras de comportamento da nova Ordem Maçónica. Mas, como se sabe, antes disto, ela existia e com implantação forte, na sociedade britânica.
Era constituída por maçons operativos, isto é, aqueles que praticavam uma profissão e que a defendiam já com determinados métodos, regras e rituais. São os chamados Maçons Antigos. Mais tarde permitiram a iniciação de alguns homens, que pela sua riqueza material ou intelectual entenderam serem dignos da admissão naquela que era uma sociedade rigorosamente fechada. Foram os Maçons Aceitos.
janeiro 22, 2012
Alvores da Maçonaria em Portugal_v0
Introdução
Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral.
A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.
Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. Sãp antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.
Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos.
Antes de entrarmos nos primórdios da história da maçonaria em Portugal convirá recordar alguns factos que a enquadram no seu histórico geral.
A Maçonaria moderna não tem uma origem ou uma fonte específicas, ao contrário de que alguns maçons defendem. Ela é equiparável a um rio cujo caudal é a soma dos caudais dos seus afluentes, caudais esses que lhe são entregues em épocas e locais bem diferentes.
Os conceitos históricos/filosóficos que enformam a Maçonaria moderna não são produto de uma acção ou atitude singulares. Sãp antes o somatório de vários pensamentos e filosofias que têm como resultante a Maçonaria como hoje a conhecemos.
Desde conceitos radicados nas culturas suméria e egípcia até aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra do século XVIII, passando pelas filosofias essénias e templárias amalgamadas nos interesses profissionais das guildas germânicas, tudo isto teve como resultado a Maçonaria que hoje conhecemos e praticamos.








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